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Última modificação outubro 20, 2026

Grupo TAPA estreia “Filumena Marturano”

Comédia napolitana de Eduardo De Filippo aborda temas como família e o lugar da mulher na sociedade

Cena de "Filumena Marturano". Sentada à cadeira, Sandra Corveloni tem o cabelo preso em um penteado elegante e usa vestido branco. Ajoelhado e estendendo a mão à sua face, André Garolli veste casaca branca e gravata borboleta. O fundo azulado é composto por uma cortina branca que reflete a luz Sandra Corveloni e André André Garolli em "Filumena Marturano". Foto: Ronaldo Gutierrez / Divulgação

Informações

  • Data de inicio e término

    16/10/2026 até 20/12/2026

  • Dias da semana e horários

    De quinta a sábado, às 20h | Domingo, às 19h

  • Endereço

    Av. Paulista, 1313 - Cerqueira César

    Ver no mapa
  • Valores

    Entrada gratuita

Mais detalhes

Com mais de quatro décadas de história, o Grupo TAPA já encenou obras de Luigi Pirandello e Nicolau Maquiavel. Em 2026, o grupo se encontra pela primeira vez com outro autor italiano: Eduardo De Filippo (1900–1984), com a estreia de “Filumena Marturano”. A comédia aborda temas como família, maternidade, reconhecimento e relações de poder.

A montagem chega aos palcos no Teatro do SESI-SP, no Centro Cultural FIESP, dirigida por Eduardo Tolentino de Araujo e protagonizada por Sandra Corveloni e André Garolli.

 Escrita em 1946, Filumena Marturano (interpretada por Sandra Corveloni) conta a história de uma ex-prostituta que finge estar morrendo para forçar seu parceiro de longa data, Domênico Soriano (André Garolli), a se casar com ela no leito de morte. Após a revelação da farsa, conflitos familiares e revelações sobre seus filhos testam os limites da dignidade e do afeto. O elenco também conta com Walter Breda (Alfredo), Maria do Carmo Soares (Rosália), Daniel Volpi (Nocella), Ivan Nobrega (Michaele), Felipe Souza (Ricardo), Ruiz Angellus (Umberto), Luísa Ferrari (Diana) e Mari Teixeira (Lucia).

 O diretor traduziu o espetáculo em parceria com Maurizio De Simone, diretamente do napolitano, buscando preservar as particularidades do texto original e explorar seus sentidos e sonoridades. 

A encenação parte de uma proposta naturalista e situa a ação em uma sala burguesa tradicional, tendo como eixo uma grande mesa, onde se concentram os principais conflitos da obra. A passagem entre os três atos é feita por meio de escolhas cromáticas e cênicas. O primeiro, ambientado à noite, utiliza preto, branco e cinza; o segundo se passa pela manhã, com cores claras e estampas florais; e o terceiro ocorre ao entardecer, com tons pastel.

A proposta visual se estende aos figurinos, que variam não apenas nas cores, mas também nas texturas dos materiais e nos adereços utilizados em cena. A trilha sonora reúne antigas canções napolitanas, executadas a cappella pelos próprios atores em momentos pontuais da encenação.

A história da peça estabelece uma relação direta com São Paulo pela presença italiana na formação cultural e social da cidade. A ambientação napolitana da obra, com suas relações familiares, costumes e modos de vida, se conecta com uma metrópole que recebeu sucessivas levas de imigrantes italianos a partir do final do século 19, especialmente em bairros como a Bela Vista, onde essa herança permanece presente. A montagem amplia esse diálogo com a chegada do TAPA pela primeira vez ao Teatro do SESI-SP, no Centro Cultural FIESP, na Avenida Paulista, um dos principais espaços de arte e cultura da capital.

A entrada é gratuita. A reserva de ingressos abre toda segunda-feira, às 8h, no website do Sesi para o fim de semana seguinte.

  • Acessível para cadeirantes
  • Gratuito
  • Maiores de 12 anos

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