Exposição vira sala de aula em mostra da Pinacoteca

"Escola Feminista de Pintura", trabalho da argentina Ad Minoliti, propõe nova forma de educação artística

Escola Feminista de Pintura "Escola Feminista de Pintura" (2021). | Foto: Baltic Centro de Arte Contemporânea

Informações

  • Data de inicio e término

    22 mar até 27 jul

  • Dias da semana e horários

    De quarta a segunda-feira, das 10h às 18h (entrada até 17h)

  • Endereço

    Praça da Luz, 2 - Luz

    Ver no mapa
  • Valores

    Entre R$ 17 e R$ 32. Grátis aos sábados e no 2º domingo de cada mês (oferecido pela Mantenedora B3)

Mais detalhes

A Galeria Praça, da Pina Contemporânea, vai ser uma verdadeira sala de aula entre março e julho deste ano. A exposição “Escola Feminista de Pintura”, da argentina Ad Minoliti, estreia uma nova forma de educação artística, com oficinas ministradas por nomes conhecidos no mundo das artes, como Maria Bonomi, Erica Malunguinho e Anelis Assunção, entre outros convidados.

As atividades educativas partem de um repertório ligado à abstração geométrica e aos ativismos de gênero e sexualidade. São voltadas ao aprendizado teórico-prático, e contam com as experiências de diferentes artistas, pesquisadoras, escritoras e ativistas brasileiras. As oficinas são quinzenais, gratuitas e abertas ao público.

Trata-se da oitava edição da “Escola Feminista de Pintura”, pensada exclusivamente para o espaço, em diálogo com a história da Pina: o edifício abrigou o Liceu de Artes e Ofícios, instituição responsável pela formação profissional de artistas desde a virada do século 19.

O local, agora, abre caminho para uma educação libertadora, inclusiva e protagonizada por pessoas que ficaram muito tempo invisibilizadas nos processos de criação e decisão.

“Ad despontou na cena argentina, e nos últimos anos, seu repertório artístico e político ganhou bastante destaque no mundo. Ao trazer a ‘Escola Feminista’ ao Brasil pela primeira, a Pinacoteca deseja aproximar essa trajetória dos grupos e pautas locais, permitindo trocas e aprendizados, a partir de uma perspectiva decolonial e crítica às padronizações das identidades e das formas de expressão e ensino de arte”, conta a curadora Ana Maria Maia.

 

Sobre a exposição

Além das oficinas, o aprendizado também acontece na visita à mostra. Já na entrada da Grande Galeria, o público fica diante do manifesto da Escola Feminista de Pintura, acompanhado por um conjunto de obras abstratas do acervo da Pinacoteca, todas feitas por mulheres de destaque nas artes do Brasil, dos anos 1950 até a atualidade.

São obras de Lygia Pape, Judith Lauand, Maria Bonomi, Mira Schendel, Moussia Pinto Alves, Rebeca Carapiá e Tomie Ohtake, mostrando diversidade de gerações, linhas de pesquisa e aberturas para pensar leituras das formas abstratas hoje.

Ao atravessar a galeria de referências, o público chega ao ateliê, equipado com mesas e cadeiras para trabalhos manuais, estantes de fanzines e um monitor disponível para consultas a um arquivo de vídeos. Eles se relacionam a temas como teoria queer, ciências naturais, geometria, política e pedagogias radicais.

É lá que, até o fim da mostra, serão oferecidas as oficinas quinzenais e apresentadas palestras de personalidades, que tendem às premissas da Escola, em diferentes campos de conhecimento.

Todo o espaço é tomado por uma grande pintura mural, cujas cores e formas vibrantes extrapolam molduras e tornam o ambiente tanto convidativo quanto desconcertante.

Ad Minoliti costuma apresentar sua pesquisa como uma “ficção pictórica especulativa”. Entre a ludicidade das cores e uma anarquia punk, citações históricas e um estímulo ao “faça você mesmo”, é questionada a dualidade entre o abstrato e o figurativo, com a presença enigmática de um manequim com cabeça de pelúcia.

É assim que a “Escola Feminista de Pintura” levanta a bandeira política da invenção de si e das estruturas de saber e viver.

A abertura da exposição acontece no sábado, dia 22 de março, com uma aula inaugural que apresenta o manifesto da Escola ao público. No domingo (23), a artista realiza uma oficina prática de zines, às 14h30.

Confira a programação a seguir. Para mais informações, consulte o site.

 

ATIVIDADES DA “ESCOLA FEMINISTA DE PINTURA”:

  • 22 de março, sábado

Palestra: A Escola como manifesto e a pintura como plataforma política, com Ad Minolitti

 

  • 23 de março, domingo, às 14h30

Oficina “Fanzines de micélios: façamos uma comunidade de fungos!”, com Ad Minoliti

 

  • 11 de abril, sexta-feira

Planta-colagem “Territórios de Reexistência”, com Manuela Eichner

 

  •  12 de abril, sábado

Aquilombar o imaginário, com Erica Malunguinho

 

  • 25 de abril, sexta

Pintar para além do olhar, com Elisa Bracher

 

  • 9 de maio, sexta

Atividade a definir, com Maria Bonomi

 

  • 10 de maio, sábado

Presença de Anelis Assumpção

 

  • 23 de maio, sexta

Atividade com Mônica Ventura

 

  • 6 de junho, sexta

Presença de Ana Be

 

  • 7 de junho, sábado

Oficina com Abigail Campos Leal

 

  • 27 de junho, sexta

Oficina com Élle de Bernardini

 

  • 11 de julho, sexta

Atividade com Yacunã Tuxá

 

  • 12 de julho, sábado

Presença de Marcela Tiboni

 

  • 25 de julho, sexta

Atividade de encerramento, com Ad Minoliti.

  • Acessível para cadeirantes
  • $

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