Monólogo mescla dança e autobiografia
"Concerto para um Corpo Traquejado" relembra a trajetória do coreógrafo Wilson Aguiar

Informações
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Data de inicio e término
07/03/2026 até 05/03/2026
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Dias da semana e horários
Sábados, às 20h | Domingos, às 19h
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Valores
Entrada gratuita
Mais detalhes
Aos 66 anos, Wilson Aguiar passeia pelo teatro, dança e relato autobiográfico ao estrear o solo “Concerto para um Corpo Traquejado”, com direção de Luciana Canton. O espetáculo tem sua temporada de estreia sediada pelo Atelier Cênico.
Como é contar e dançar a própria história? O bailarino e coreógrafo Wilson Aguiar se debruça sobre sua vocação nesse autorrelato que vai da infância à profissionalização, revisitando seus anos de formação na dança.
Combinando dança, teatro e autobiografia, o solo relembra episódios marcantes da trajetória artística do coreógrafo: da infância na periferia de São Paulo ao Theatro Municipal. Sob a direção de Luciana Canton, o espetáculo propõe um encontro íntimo com um corpo em seus 60 anos de vida, atravessado por falha, persistência e transformação.
Em cena, o artista se apresenta como território de experiência. Seu corpo deixa de ser apenas suporte da ação para se afirmar como um arquivo em movimento, atravessado por encontros, tentativas e descobertas que marcaram sua trajetória na cena brasileira.
Ao revisitar episódios de sua vida artística, o artista não busca explicar o passado, mas ativá-lo corporalmente no presente. É nesse processo que o espetáculo se estrutura como um concerto: uma experiência sensorial em que o movimento dialoga com a palavra e a presença física se afirma como força dramatúrgica.
A encenação se organiza a partir de um campo de escuta e precisão, no qual a direção de Luciana Canton atua como dispositivo de ativação sensível e de organização dos ritmos, articulando dureza e lirismo, densidade e humor.
“Concerto para um Corpo Traquejado” propõe uma reflexão sensível sobre o ato de permanecer dançando e de se reinventar em cena. Um concerto no qual cada gesto carrega camadas de tempo e cada presença se torna convite a olhar o corpo como território de linguagem, pensamento e resistência.
Nesse encontro, o espectador é convocado a reconhecer, no corpo do outro, algo de sua própria experiência de tempo, falha, persistência e transformação. O corpo não representa: ele permanece — e é nesse permanecer que o espetáculo afirma sua força poética e política.
A entrada é gratuita. Os ingressos podem ser reservados no Sympla.

Cena do solo “Concerto para um Corpo Traquejado”. Foto: Arô Ribeiro
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