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Última modificação fevereiro 13, 2026

Espetáculo de dança “Como Água” estreia no Sesi

Novo trabalho do grupo Primeiro Ato reflete sobre o tempo e a capacidade de se adaptar e se transformar

"Como água". Foto: Guto Muniz

Informações

  • Data de inicio e término

    26/02/2026 até 01/03/2026

  • Dias da semana e horários

    De quinta a sábado, às 20h | Domingo, às 19h

  • Endereço

    Av. Paulista, 1313 - Cerqueira César

    Ver no mapa
  • Valores

    Entrada gratuita

Mais detalhes

O novo trabalho do Grupo de Dança Primeiro Ato, de Belo Horizonte, reflete, em uma narrativa não linear, sobre a percepção do tempo e a capacidade das águas de contornar obstáculos, se adaptar e se transformar. O espetáculo “Como Água” estreia em curtíssima temporada no Teatro do Sesi-SP, realizada de  26 de fevereiro até 01 de março de 2026.

Com direção e produção de Suely Machado, fundadora e diretora artística do grupo, concepção coreográfica de Marcela Rosa, a obra traz para a cena um elenco com cinco intérpretes de diferentes gerações, com idades entre 25 e 55 anos. “É um elenco maduro, embora tenham pessoas jovens. Todos eles têm potência cênica e é isso que mais interessa para o meu trabalho”, revela Suely Machado.

A coreografia usa o elemento água como ponto de partida da criação, não apenas por seu fluxo, sua capacidade de superar obstáculos, limpar ou destruir, mas também por representar a passagem do tempo, despertar memórias.

“Ninguém mergulha na mesma água duas vezes”, lembra a diretora. “Essa passagem do tempo, que remete a algo que não volta, e como a gente utiliza essa efemeridade no cotidiano para tentar ser o mais consciente possível são temas que passam pela obra”, completa.

A convite de Suely Machado, este é o primeiro trabalho de Marcela Rosa para o grupo.  Para criar, Marcela conta que mergulhou, ao lado dos bailarinos e da direção, na ideia de rever em nós a natureza, o que somos e do que fazemos parte.

“Foi um processo de laboratório, de observação dos elementos da natureza e de criação a partir disso, das várias qualidades que estão fora e dentro de nós, como fluxo, energia, delicadeza, força, qualidades de vida, de movimento. Isso nos dá possibilidade de contínua transformação”, conta Marcela, que também está em cena como bailarina.

Por esse caminho, o trabalho aborda o processo de vida: nascer, amadurecer, envelhecer. Na criação, Marcela conta que os bailarinos procuraram experimentar essas transformações no corpo, com uso de chão, aproximações e repulsões.

Depois de finalizada a concepção, a direção de Suely reuniu e organizou a coreografia. Para a diretora, os gestos mínimos, deslocamentos sutis e ações precisas carregam densidade simbólica e emocional.

A trilha sonora original foi composta por Federico Puppi, que usa cordas, percussões e sonoridades urbanas. Em alguns momentos, outras músicas foram incorporadas como marcos de memória e passagem do tempo.

A iluminação, assinada por Sara Salgado, sugere ambientes como aquários, correntes, tempestades e vazios. O figurino, criado pelo ex-bailarino do grupo Pablo Ramon, usa transparência e leveza para reforçar a ideia de fluidez das águas.

  • Acessível para cadeirantes
  • Gratuito
  • Livre para todas as idades

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