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Última modificação maio 06, 2026

“Travessia”, da Cia. Tocarte, retorna ao cartaz

Espetáculo sobre o envelhecimento faz apresentações especiais no teatro da Escola Macunaíma

"Travessia", peça da Cia. Tocarte. Foto: Anderson Riedel.

Informações

  • Data de inicio e término

    15/05/2026 até 17/05/2026

  • Dias da semana e horários

    Sexta, às 20h | Sábado, às 21h | Domingo, às 19h30

  • Endereço

    Rua Adolfo Gordo, 238 - Campos Elíseos

    Ver no mapa
  • Valores

    R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia entrada)

Mais detalhes

Um novo projeto teatral chega à cena com a proposta de provocar reflexão e empatia sobre o envelhecimento, tema ainda cercado de estigmas e silêncios na sociedade contemporânea. 

Fruto de uma extensa pesquisa artística e social, o espetáculo “Travessia” , da Cia. Tocarte nasce do contato direto com idosos residentes em asilos e transforma suas vivências, sentimentos e sonhos em matéria cênica.

Em cartaz no teatro da Escola Macunaíma, a peça parte de relatos reais marcados pelo abandono, pela sensação de inutilidade e pelo distanciamento familiar e social.

Durante a pesquisa de campo, os criadores se depararam com uma realidade recorrente: muitos idosos se sentem “descartados” por uma sociedade que valoriza excessivamente a juventude, a produtividade e o desempenho físico. No entanto, em meio a esse cenário, algo se mostrou surpreendentemente vivo — o sonho. No asilo visitado, os olhos dos idosos brilhavam ao falar de desejos, ideias e vontades ainda pulsantes, mesmo quando desacreditadas ou ignoradas pelo entorno.

No palco, o espetáculo investiga as rupturas entre gerações e questiona a pressa dos jovens diante da espera dos mais velhos. Sem oferecer respostas fáceis, a montagem convida o público a repensar o envelhecimento não como um ponto final, mas como o início de uma nova etapa de transformação, potência criativa e reinvenção.

A proposta também dialoga com a experiência pessoal dos artistas envolvidos, que vivem a transição geracional em suas próprias famílias e trajetórias. A falta de interação entre jovens e idosos surge como uma das questões centrais da obra. 

O projeto se posiciona como um espaço de resistência, memória e escuta. A montagem defende que envelhecer não deve ser sinônimo de limitação, mas de mudança de ritmo, de aprofundamento das relações e de novas formas de participação ativa na vida.

Os ingressos estão disponíveis no Sympla.

  • $
  • Maiores de 10 anos

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