“Boca a Boca” retorna ao cartaz
Interpretado por Ricardo Bittencourt ao lado de convidados, solo homenageia Gregório de Matos

Informações
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Data de inicio e término
04/09/2026 até 13/09/2026
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Dias da semana e horários
Sextas e sábados, às 21h | Domingos, às 17h
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Valores
R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia-entrada), R$ 15 (credencial plena)
Mais detalhes
“Boca a Boca”, solo do ator baiano Ricardo Bittencourt, retorna ao cartaz para uma curta temporada no Sesc Belenzinho.
Desde sua estreia em 2015 no prestigiado Instituto Camões, em Lisboa, e suas apresentações na Bahia e Berlim, o espetáculo ganhou uma nova versão que incorpora sugestões preciosas do especialista, músico e intelectual José Miguel Wisnik, e desvela poemas que, apesar de escritos há séculos, revelam-se perturbadoramente contemporâneos.
A obra é um resgate apaixonado da importância de Gregório de Matos, o poeta baiano nascido em 1636, considerado o verdadeiro iniciador da literatura brasileira.
Conhecido por suas críticas afiadas e debochadas à sociedade do século XVII, que lhe valeram os apelidos de “Boca do Inferno” e “Boca de Brasa”, Gregório foi exilado, banido de sua amada Bahia.
Em cena, a parceria entre Ricardo Bitencourt e o músico Adriano Salhab transforma o palco em um verdadeiro show de rock’n roll. Entre declamações intensas e narrativas envolventes sobre a vida e a obra de Gregório, a trilha sonora pulsa com a energia de The Doors, Caetano Veloso, Nirvana, Ramones, Novos Baianos e Gilberto Gil.
O roteiro, uma teia de quarenta poemas e trechos, não segue a cronologia, mas mergulha em temas atemporais: a sátira de costumes, o sexo, a religião e a crítica ao poder. Comentários narrativos interligam os blocos temáticos, contextualizando e associando a genialidade literária aos momentos da vida do poeta. Ricardo Bitencourt, com agilidade e ritmo, transita entre narrador e as múltiplas facetas do declamador, em um balé entre voz e música.
O próprio título, “Boca a Boca”, evoca não só os apelidos do poeta, mas a forma orgânica como sua poesia sobreviveu: de boca em boca, de cópia em cópia, desafiando a censura da Colônia. Suas obras completas só foram publicadas no século XX, quase trezentos anos após serem manuscritas. A expressão “um solo para Gregório” é um convite a essa ressignificação: o solo do ator, o solo de guitarra, e o clamor para que Gregório retorne simbolicamente ao seu “solo natal”, à Bahia de onde foi banido.
Os ingressos estão disponíveis na Central de Relacionamento Digital ou em qualquer unidade do Sesc SP. A cada noite um convidado especial amplificará o solo de Gregório enriquecendo ainda mais esta jornada artística. Veja a agenda a seguir:
04 de setembro, sexta
Cris Olivieri – Advogada, doutoranda e mestre em política cultural pela ECA-USP
05 de setembro, sábado
Gil do Vigor (economista, professor, empresário, escritor e influenciador digital brasileiro)
11 de setembro, sexta
Luiz Galina (Economista, sociólogo e educador em saúde pública. Diretor Regional do Sesc SP)
Leona Cavalli (Atriz)
12 de setembro, sábado
Bete Pacheco (Jornalista)
Fernando Coimbra (roteirista, produtor e diretor de cinema e televisão)
Isabela Parkinson (Atriz)
Dados de contato
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Telefone
(11) 2076-9700
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