“Bertoleza” reestreia no Teatro Alfredo Mesquita
Espetáculo é adaptação da Cia. Gargarejo do romance “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo

Informações
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Data de inicio e término
20/02/2026 até 01/03/2026
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Dias da semana e horários
Sextas e sábados, às 20h | Domingos, às 19h
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Valores
Entrada gratuita
Mais detalhes
Sucesso de crítica e público em diversas temporadas, o musical “Bertoleza”, da Gargarejo Cia. Teatral, volta aos palcos em uma nova temporada gratuita no Teatro Alfredo Mesquita, entre os dias 20 de fevereiro e 1º de março de 2026. A montagem estreou em 2020 e foi vencedora do Prêmio APCA de Melhor Espetáculo naquele ano.
Inspirado no romance “O Cortiço”, clássico do naturalismo brasileiro escrito por Aluísio Azevedo, o espetáculo revisita a obra a partir do ponto de vista de Bertoleza, personagem central da trama. Mulher negra escravizada, ela ganha protagonismo na adaptação assinada por Anderson Claudir, que também dirige o musical e compõe as canções originais, ao lado de Letícia Conde, responsável pela dramaturgia.
Na narrativa, Bertoleza se une ao ambicioso comerciante João Romão em uma sociedade que promete garantir sua alforria. Juntos, constroem um patrimônio formado por um cortiço, um armazém e uma pedreira. No entanto, quando Romão decide ascender socialmente por meio de um casamento de conveniência com Zulmira, filha de um barão português, ele passa a ver Bertoleza como um obstáculo a ser eliminado.
A proposta da companhia foi atualizar os conflitos do século 19 para dialogar com questões contemporâneas. Segundo Claudir, o processo criativo, iniciado em 2015, buscou refletir sobre identidade, diáspora africana e pertencimento no Brasil.
“Quisemos investigar uma identidade brasileira que vem da diáspora africana e pensar em como isso nos afeta artisticamente, criando novos signos para esta geração”, afirma o diretor.
Ao longo da encenação, o espetáculo estabelece conexões entre Bertoleza e figuras históricas de mulheres negras brasileiras que foram invisibilizadas, como Marielle Franco, Carolina Maria de Jesus, Antonieta de Barros, Maria Firmina dos Reis e Dandara, ampliando o debate sobre memória, resistência e apagamento histórico.
A personagem-título é interpretada por Lu Campos, ao lado de Ali Baraúna, Taciana Bastos, Roma Oliveira, Cainã Naira, Larissa Noel, Palomaris, Edson Teles, Thiago Mota e Welton Santos, além dos stand-ins Lilian Rocha e Anderson Claudir.
A equipe criativa reúne Eric Jorge na direção musical; músicas de Anderson Claudir, Andréia Manczyk, Eric Jorge e Juliana Manczyk; preparação vocal e assistência de direção musical de Juliana Manczyk; preparação de elenco de Eduardo Silva; e preparação corporal e coreografia de Taciana Bastos.
A entrada é grautita. Uma cota de metade dos ingressos pode ser reservada no Sympla. O restante dos ingressos pode ser retirado 1h antes do espetáculo na bilheteria.
Aos domingos o espetáculo terá intérprete de libras e roda de conversa.
Dados de contato
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Telefone
(11) 2221-3657
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