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Última modificação fevereiro 03, 2026

11º Festival Ato Artístico Coletivo Perus

Em celebração aos 10 anos de funcionamento de sua sede, o Grupo Pandora de Teatro sedia festival

"Vem Festá". Foto: Fabia Pierangeli.

Informações

  • Data de inicio e término

    19/02/2026 até 01/03/2026

  • Dias da semana e horários

    De quinta a domingo, em vários horários

  • Endereço

    R. Canhoba, 299 - Vila Fanton, São Paulo

    Ver no mapa
  • Valores

    Entrada gratuita

Mais detalhes

Em intensa atividade desde 2004 no bairro do Perus, extremo noroeste da cidade de São Paulo, o Grupo Pandora de Teatro é um um dos mais consagrados da cidade. Para celebrar os 10 anos de funcionamento da sua sede, o coletivo realiza a 11ª edição do festival Ato Artístico Coletivo Perus. O festival é gratuito e acontece entre os dias 19 de fevereiro e 1º de março. 

  Grupos tradicionais de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul passarão pelo palco da Ocupação Artística Canhoba.  Os espetáculos são voltados para os mais diversos públicos: de peças adultas, infanto-juvenis e até um trabalho dedicado aos bebês.

A programação ainda conta com exibição de documentário, oficina de interpretação teatral, um show, um cortejo e uma festança com direito a brinquedões, brincadeiras e até um bolo, sempre valorizando o afeto e o encontro.  

 

CONHEÇA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

 19 de fevereiro, quinta-feira, às 19h
“Cícera” com Teatro Contadores de Mentira | Indicação: 12 anos

Sinopse: Na mala a alagoana Cícera traz um punhado de farinha, 4 filhas e o sonho de uma vida melhor. Em São Paulo encontra dureza, concreto, fome e saudade. “Cícera” é a história de uma mulher, mas é o retrato da vida de centenas de mulheres retirantes que deixam suas raízes na busca de igualdade social. A anciã, a jovem, a desbravadora, a mãe, a trabalhadora, a que luta por seus direitos. Todas são Cíceras. Atravessada por cantos de trabalho, relatos e memórias a obra apresenta uma mulher nordestina em ponto de ebulição, que dança e saúda sua caminhada.

20 de fevereiro às 14h
Dança por Correio” com Grupo Zumb.boys | Indicação: Livre
Sinopse: Dança por Correio é uma intervenção artística que carrega a imagem da “entrega” como metáfora em sua criação e desenvolvimento. Com a intenção de atravessar os fluxos cotidianos, as pessoas são convidadas a escolher uma carta e, a partir de seu conteúdo, cria-se o encontro em arte. A abertura do olhar e uma escuta sensível ao outro e ao território orientam os “carteiros”, que saem às ruas movidos pelo desejo de entrega e jogo, permitindo-se saborear esses contextos e entregar-se a pessoas que talvez nunca tenham visto e talvez jamais voltem a encontrar. “Dança por Correio” deseja comunicar-se com os transeuntes, viajantes de sua própria cidade e “turistas” de uma vida que, muitas vezes, permanece não vivida diante do interminável trabalho e da busca pelo conforto.

 

21 de fevereiro, sábado, às 16h
“Dentro, Fora e Cruza” com Grupo Unity Warriors | Indicação: Livre

Sinopse: Um espetáculo de dança que propõe ressignificar alguns jogos e brincadeiras populares que contribuem com a formação do imaginário social. O prazer do brincar está presente em cada cena. Enquanto brincam revivemos memórias e jogos que marcaram as suas infâncias, e o público é convidado a mergulhar nesse mundo dançante, para fazer parte dessa jornada lúdica, educacional e afetiva.  Afinal “brincar é coisa séria”. 

 

21 de fevereiro, sábado, às 19h

“Manifesto de uma Mulher de Teatro” com Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz | Indicação: 16 anos

Sinopse: A performance traz ao centro da arena a vociferação contra a engrenagem de violências às quais mulheres são continuamente submetidas. Trazer mulheres na boca, evocá-las, dizer seus nomes, contar suas histórias é a motivação central dessa ação. As mulheres que cruzam o caminho da atriz estarão compondo o texto manifesto que abraça a performance de Tânia Farias que, como sempre, carrega consigo toda a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. Vozes como a de Violeta Parra, Gioconda Belli e da própria atriz, que ousa contar detalhadamente sua história pessoal de violência sofrida e intercruzar com outra real, a de Magó, bailarina, e amiga, barbaramente violentada e assassinada em 2020, ao qual a atriz presta homenagem. Um ato político contra a violência de gênero, intermediado pelas provocações do sensível, capacidades próprias de uma mulher de teatro. Mais uma etapa de construção da reflexão dessa mulher de Teatro num momento tão trágico, de autorização de todo tipo de barbárie contra mulheres, negros, lgbtqia+ e tudo o que o conservadorismo dessa elite atrasada considera uma ameaça ao seu projeto de morte, de não corpo e de não felicidade.

 

20 a 22 de fevereiro, de sexta-feira a domingo

“Oficina Atuação, Presença e Rito” com Tânia Farias (Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz) | Indicação: 16 anos

Sexta-feira, das 18h às 21h | Sábado e domingo, das 10h às 13h

Sinopse: Oficina coordenada pela atuadora Tânia Farias, que desenvolve sua pesquisa no Ói Nóis há 30 anos. Sua investigação está relacionada com o aperfeiçoamento das técnicas utilizadas para que a atriz adquira presença cênica, além da criação de personagens através da codificação de gestos não-cotidianos. Nesta vivência serão investigados o movimento e a voz para a ampliação do corpo do ator e a ocupação do espaço teatral. A ênfase é colocada na corporalidade (em como perceber o próprio corpo) e na concentração (para perceber a outra). Necessário inscrição através do linkhttps://forms.gle/meZJMysxKYKLpnQT9

 

22 de fevereiro, domingo, às 17h

“A rua, a lama e a Santa” com o grupo Carroça Teatral (MG) | Indicação: Livre

Sinopse: “Minas não tem mar, mas fizeram um mar de lama em Minas. Cadê minha casa que estava aqui?”.  Baseado no cancioneiro popular, o espetáculo “A Rua a Lama e a Santa” é uma reflexão sobre a tragédia/crime dos rompimentos das barragens de rejeito de minério de ferro nas cidades de Mariana e Brumadinho – MG. A trama conta a história de um casal apaixonado que, ao superar o coronelismo do pai da moça, é surpreendido pelo rompimento de uma barragem e encontra forças através das tradições afromineiras, em meio aos escombros deixados pela lama.

 

22 de fevereiro, domingo, às 19h

Show de Aryani Marciano | Indicação: Livre

Sinopse: Um repertório que homenageia a Música Preta Brasileira (MPB), Aryani Marciano traz pela primeira vez, um show de covers que se misturam com suas canções autorais. Cantando de Gilberto Gil a Stella do Patrocínio, a artista compartilha com o público suas principais referências musicais.

 

26 de fevereiro, quinta-feira, às 10h e às 14h
“A casa que espera” com o Grupo Sobrevento | Indicação: 0 a 6 anos

Sinopse: 4º espetáculo do Grupo Sobrevento voltado à Primeira Infância, a montagem aborda a importância dos laços afetivos em nossas vidas e tem como mote a saudade da infância, de sermos filhos e do cuidado recebido dos pais quando pequenos. A encenação nasce da imagem poética da casa que deixamos para trás ao crescer, mas que continuamos carregando no imaginário — mesmo quando já construímos nossa própria casa e também precisamos, como nossos pais, aceitar a partida dos filhos. Valendo-se da linguagem do Teatro de Objetos, da qual o Grupo Sobrevento é referência, A Casa que Espera utiliza objetos simples — como bules, xícaras, pratos e um pezinho de hortelã — para revisitar memórias de cuidado, gestos cotidianos e vínculos afetivos que nos formam como pessoas. 

 

26 de fevereiro, quinta-feira, às 19

Exibição do documentário “Morro Doce” com Espaço Cultural Morro Doce | Indicação: Livre

Sinopse: O documentário “Sobre o Morro Doce” resgata, através de relatos históricos e memórias de seus moradores, a trajetória de um bairro de São Paulo que nasceu da ocupação coletiva e da resistência social, com os primeiros registros datando de 1921 e a chegada das primeiras famílias na década de 1950. A sinopse destaca a luta da comunidade por direitos básicos, como a conquista de escolas e postos de saúde, e momentos emblemáticos como o “sequestro do ônibus”, que marcou a reivindicação por transporte público digno. Mais do que um registro histórico, o filme é um exercício de pertencimento e valorização da memória coletiva, propondo uma nova forma de enxergar o Morro Doce: não apenas como um espaço geográfico, mas como um território vivo, construído pelas mãos e histórias de seus moradores. O projeto foi produzido a partir de uma oficina de audiovisual com a própria comunidade, reforçando a importância de reconhecer e defender a história local.

 

27 de fevereiro, sexta-feira, às 10h e às 14h
“VEM FESTÁ! – Um espetáculo de brincar” com Teatro Girandolá | Indicação: Livre

Sinopse: Vai acontecer uma grande e tradicional festa, uma festa onde cabe todo mundo, gente, bicho, planta, seres encantados, e nós, do Teatro Girandolá recebemos a missão de levar os convidados. A cada convite feito uma nova oportunidade de brincar se apresenta. Histórias, músicas, brinquedos, danças e a cultura popular brasileira sendo celebrada. Simbora, vem festá!!!

 

28 de fevereiro, sábado, às 11h
“Trilogia Sorrir” com Ciclistas Bonequeiros | Indicação: Livre

Sinopse: Uma trilogia de teatro lambe-lambe que aborda de forma criativa e educativa o tema da bucalidade. Esta trilogia leva o público a refletir sobre a importância do cuidado com a saúde bucal, utilizando o formato intimista e encantador do teatro lambe-lambe para transmitir mensagens de prevenção, autocuidado e bem-estar. 

 

28 de fevereiro, sábado, às 14h

Cortejo com Congo do Embondeiro Queixada, Bloco dos Bonecões de Paulo Farah e Pernaltas. | Indicação: Livre
Sinopse: O cortejo será uma vivência rítmica guiada pelas tradições do Congo e da Congada. Com tambores, cantos e danças ancestrais, o grupo Congo do Embondeiro Queixada — formado por moradores de Perus e Anhanguera — transforma a rua em território sagrado e coletivo, reafirmando a força da cultura negra como instrumento de resistência, celebração e transformação social. Acompanhado pelo Bloco dos Bonecões gigantes criados por Paulo Farah, nascidos do encontro entre a cultura popular e a arte contemporânea, que ocupam o espaço público com força visual e presença cênica, despertando encantamento imediato. O cortejo também contará com a performance dos pernaltas Eduardo Guimarães, Elidy Moreira, Gleice Kelle, Jennifer Nascimento, Lstorm, Thalita Duarte e Valmir Santanna. Mais do que um desfile, o cortejo é uma vivência cultural viva e democrática, que valoriza a cultura popular e transforma o ambiente em um território de imaginação, afeto e convivência.

 

28 de fevereiro, sábado, às 19h

“Banco dos Sonhos” com A Velha Companhia | Indicação: 14 anos

Sinopse: Banco dos Sonhos revela o universo onírico de uma transtornada atriz à beira da morte. Em uma rua insone da cidade de São Paulo, a partir da visita de uma inesperada credora, suas memórias e projeções vêm à tona. Quanto custa sonhar?

 

 1º de março, domingo, das 12h às 16h

Festa de Aniversário de 10 anos da Ocupação Artística Canhoba | Indicação: Livre

Sinopse: Brinquedos, brincadeiras e doces. O tradicional “parabéns” para as crianças, famílias e moradores da região. A atividade inclui brincadeiras de roda e fileiras com Tati Damasceno e Mestre Cesinha, das 13h às 15h.

  • Gratuito
  • Livre para todas as idades

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