“A História Que Se Repete” faz estreia nacional
Peça coloca Rocco Pitanga e Robson Nunes em cena para refletir sobre uma sociedade contemporânea
Informações
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Data de inicio e término
09/10/2026 até 08/11/2026
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Dias da semana e horários
De quinta a sábados, às 20h | Domingos e feriados, às 18h
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Valores
R$ 21 (credencial plena), R$ 35 (meia-entrada) e R$ 70 (inteira)
Mais detalhes
O que acontece quando a espera deixa de ser apenas expectativa e passa a representar a própria condição de uma sociedade? É a partir dessa pergunta que foi concebido “A História Que Se Repete”. Com Rocco Pitanga e Robson Nunes no elenco, a montagem transforma a espera, a repetição e o esgotamento das possibilidades em matéria-prima para uma reflexão sobre os impasses do mundo atual. A estreia nacional será em 9 de outubro, no Sesc Ipiranga, onde fica em cartaz até 8 de novembro.
Rocco Pitanga e Robson Nunes interpretam homens que habitam um futuro distópico no qual tempo, memória e realidade parecem submetidos a ciclos intermináveis. Eles se encontram, desencontram, esperam e novamente recomeçam. Entre a resistência e a resignação, os personagens enfrentam uma realidade em que as possibilidades de transformação parecem se esgotar e a opressão é normalizada. Ao mesmo tempo, encontram na música, no humor, no desejo e na própria presença um do outro, pequenos lampejos de vida.
A dramaturgia vai além da ideia da repetição: encontros, situações e relações de poder retornam sob diferentes formas, criando um universo em que sonho e ilusão se alternam. Prosa e poesia, diálogo e solilóquio, palavra e silêncio compõem uma linguagem cênica que explora as possibilidades de uma linguagem cênica marcada pelo absurdo, sem abandonar a dimensão poética.
A criação também dialoga com diferentes referências da literatura e do pensamento contemporâneo, especialmente pela representação de indivíduos submetidos a sistemas que parecem incompreensíveis e sobre os quais têm pouco ou nenhum controle. Essas referências convergem para uma dramaturgia interessada na repetição como experiência existencial, social e política.
A perspectiva brasileira ganha força na própria composição do elenco, formado pelos atores Rocco Pitanga e Robson Nunes. A presença de dois protagonistas negros em uma obra inspirada em um clássico do teatro ocidental europeu também é entendida como um gesto de afirmação de outras vozes e perspectivas dentro de um repertório historicamente marcado pela sub-representação de artistas negros.
A montagem propõe retratar as especificidades históricas, culturais e políticas do Brasil. O resultado é uma obra na qual a espera também pode significar a expectativa por dignidade, reconhecimento, justiça e transformação.
É nesse ponto que o espetáculo encontra uma de suas principais singularidades: a espera não é apresentada apenas como paralisia, mas também como possibilidade de resistência. Mesmo quando as circunstâncias apontam para o vazio, os personagens insistem em existir, relacionar-se e celebrar o que ainda resta da vida. A brasilidade aparece, assim, no paradoxo entre escassez e celebração. Em meio à precariedade, há música, humor, festa e desejo.
Idealizado pelo ator Alex Bartelli, o espetáculo tem dramaturgia original de Gabriela Mellão e direção artística de Eduardo Figueiredo. O diretor está à frente desse projeto que reúne ainda uma equipe eclética, com direção musical e trilha original de Federico Puppi, cenografia de Kleber Montanheiro, desenho de luz de Aline Santini e figurinos de Ronaldo Fraga, formando assim uma equipe artística que combina teatro, música, visualidade e referências da cultura brasileira para recriar o universo do absurdo.
Os ingressos estão disponíveis na Central de Relacionamento Digital ou em qualquer unidade do Sesc SP.
Dados de contato
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Telefone
(11) 3340-2000
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