Peça “GinGama” conta a história de Luiz Gama
Com entrada gratuita, espetáculo combina capoeira, poesia, música e jogos populares
Informações
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Data de inicio e término
07/11/2026 até 15/11/2026
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Dias da semana e horários
Sábados e domingos, às 17h30
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Mais detalhes
O Núcleo Iêê apresenta o espetáculo “GinGama” no Sesc Avenida Paulista, nos dias 7, 8, 14 e 15 de novembro de 2026, sábados e domingos, às 17h30. Com entrada gratuita, a peça combina capoeira, poesia marginal, música e jogos populares para apresentar a trajetória do abolicionista Luiz Gama e relacioná-la a questões sociais atuais.
Com direção e coreografia de Rafael Oliveira, o espetáculo utiliza a ginga, a roda e os movimentos da capoeira como fio condutor da narrativa. Rimas e brincadeiras também ajudam a contar a história de Luiz Gama (1830–1882), que conquistou a própria liberdade e se tornou um dos principais nomes do movimento abolicionista brasileiro.
Filho de uma mulher negra livre, Gama foi vendido pelo próprio pai aos dez anos e levado de Salvador para São Paulo, onde foi escravizado. Depois de conseguir a liberdade, atuou como rábula — advogado sem formação acadêmica em Direito — e trabalhou na defesa jurídica de pessoas escravizadas, contribuindo para libertar centenas delas.
“GinGama” também convida o público a participar da apresentação. Os jogos populares aparecem com novos significados e estabelecem um paralelo com os atuais jogos de apostas, chamando atenção para os riscos associados à promessa de ganhos. Enquanto as crianças conhecem a história do abolicionista por meio da música e das brincadeiras, os adultos encontram espaço para refletir sobre questões sociais que atravessam diferentes gerações.
“Trazemos o tema das apostas em diferentes sentidos: nos jogos online, no jogo do bicho e também nas situações cotidianas, como quando alguém diz ‘aposto que você não consegue fazer isso’. O espetáculo é muito interativo e trocamos com o público o tempo todo por meio das brincadeiras. Tudo acontece com música ao vivo e a participação de dois poetas, que fazem jogos de poesia com as palavras e também com o corpo”, explica Rafael Oliveira, diretor e coreógrafo do espetáculo.
O Núcleo Iêê tem como característica aproximar a dança de temas contemporâneos. Seu trabalho anterior, “Tudo Que a Boca Come”, sobre a realidade dos entregadores de aplicativos, recebeu três prêmios da APCA em 2024: Melhor Espetáculo de Dança, Melhor Interpretação para Rafael Oliveira e Prêmio Técnico pelo figurino.
Dados de contato
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Telefone
(11) 3170-0800
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