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Última modificação novembro 04, 2026

Comédia retrata relação intensa de melhores amigas

Valendo-se de técnicas da palhaçaria, "Tóxicas" incorpora referências ao Pará e a Pernambuco

Rúbia Abati e Beatriz Fonseca em cena "Tóxicas". Vestindo roupões, uma das atrizes abraça a outra por trás Rúbia Abati e Beatriz Fonseca em "Tóxicas". Foto: Titi Viveiros

Informações

  • Data de inicio e término

    07/11/2026 até 08/11/2026

  • Dias da semana e horários

    Sábado, às 20h | Domingo às 19h

  • Endereço

    R. da Consolação, 1218 - Consolação

    Ver no mapa
  • Valores

    R$ 40 (meia) e R$ 80 (inteira)

Mais detalhes

Divertida e contagiante, com uma sequência de acontecimentos cômicos, términos amorosos, viagens, demissões impulsivas e rituais de superação, “Tóxicas” se vale do bom humor, da sensibilidade e de recursos da palhaçaria para tratar de questões como dependência emocional, necessidade de validação, competitividade afetiva e medo do abandono. O espetáculo estreia para duas apresentações dias 7 e 8 de novembro no Teatro Commune.

A trama acompanha a relação intensa e simbiótica das personagens Rúbia e Beatriz, não por acaso nomes das atrizes em cena – o duo criativo da Cabocla Sertaneja, formado por Rúbia Abati e Beatriz Fonseca, dirigidas por André Pottes. O ator Victor Godoy faz todos os papeis masculinos da peça.

Com linguagem contemporânea, ritmada e forte identificação com o público, “Tóxicas” propõe uma reflexão bem-humorada sobre os vínculos afetivos que construímos ao longo da vida. No bar, na aula de bike velocity ou na sessão de terapia, as personagens vivem situações absurdas, conflitos cotidianos e tentativas desesperadas de recomeço até enfrentar um processo de transformação que coloca em xeque a própria ideia de amizade.

As amizades são comumente abordadas como elementos anexos em uma narrativa e raramente ocupam como temática central a dramaturgia contemporânea. Na peça elas mostram essa contradição. São duas mulheres que se amam profundamente e correm o risco de estabelecer relações de dependência. 

A peça também incorpora as regionalidades das atrizes, com referências ao Pará, terra de Rúbia Abati, e a Pernambuco, origem de Beatriz Fonseca. A questão é apresentada de forma bastante afetiva. 

Na direção, André Pottes aposta em uma linguagem contemporânea, dinâmica e acessível, combinando humor com momentos de vulnerabilidade emocional e a vida cotidiana. A estrutura dramatúrgica alterna cenas de alta energia cômica com momentos mais intimistas e sensíveis, nos quais as personagens compartilham suas inseguranças, medos e contradições diretamente com o público.

Os ingressos estão disponíveis no Sympla.

  • Acessível para cadeirantes
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  • Maiores de 14 anos

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  • Telefone

    (11) 3476-0792

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