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Última modificação outubro 29, 2026

Exposição convida o público a reencontrar a infância

"Encantário Ibejis-Salve as crianças!" reúne obras do acervo e artistas convidados em encontro geracional

Quadro de Guilherme Kid, "A Turma de Cosme e Damião Chegou". Duas figuras de pele preta, seguram folhagens em sua mão esquerda. Elas vestem a mesma roupa de gola laranja e listras verticais verdes intercaladas com listras brancas salpicadas de estrelas laranjas. O fundo é azul. O olho das figuras é laranja "A Turma de Cosme e Damião Chegou", quadro de Guilherme Kid. Digitalização: Museu Afro Brasil / Divulgação

Informações

  • Data de inicio e término

    31/10/2026 até 01/03/2027

  • Dias da semana e horários

    De terça a domingo, das 10h às 17h

  • Endereço

    Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, Portão 10 - Vila Mariana

    Ver no mapa
  • Valores

    R$ 7,50 (meia-entrada) e R$ 15 (inteira)
    Entrada gratuita às quartas-feiras

Mais detalhes

Há espaço para sacis, doces, brinquedos e travessuras. Há também florestas, festas e memórias que passam de uma geração a outra. É nesse universo que o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo apresenta “Encantário Ibejis — Salve as crianças!”, com curadoria de Vera Nunes e cocuradoria de Camila Tuon e Gabriela de Paula. 

Com abertura em 31 de outubro, a exposição reúne obras do acervo formado por Emanoel Araujo e de artistas convidados. Em cartaz até março de 2027, a mostra convida pessoas pequenas e crescidas a descobrir o que acontece quando a infância conduz o olhar.

Inspirada na força dos Ibejis, dos Erês, de Cosme e Damião, dos sacis e de outros seres encantados, a exposição aproxima arte, brincadeira e memória. O convite é deixar a curiosidade abrir caminho: observar um detalhe, reconhecer uma lembrança, descobrir uma história ou imaginar outra. Entre as obras, o encantamento ganha lugar como experiência que atravessa o cotidiano, os saberes e as celebrações.

A mostra também permite conhecer uma maneira particular de reunir e apresentar arte. Para Emanoel Araujo, colecionar era criar encontros. Peças de diferentes origens, tempos, materiais e linguagens podiam ocupar o mesmo espaço sem que uma fosse considerada mais importante do que a outra. Ao aproximar o que costumava permanecer separado, ele construía relações que ajudavam a olhar novamente para cada objeto.

“Encantário Ibejis — Salve as crianças!” retoma essa perspectiva para saudar sua obra e seu legado. Trabalhos de diferentes gerações se encontram em um percurso que abre espaço para apreciar, sonhar e experimentar. As relações entre as obras convidam o público a perceber como uma imagem pode despertar uma memória e como essa mesma memória pode ganhar outros sentidos aos olhos de uma criança.

Nesse encontro, adultos e crianças têm repertórios a compartilhar. Uma festa pode trazer de volta uma história de família; um brinquedo pode aproximar infâncias vividas em épocas distintas; uma travessura pode despertar reconhecimento entre quem acaba de chegar ao mundo e quem já tem muito para contar. A exposição propõe esse trânsito entre gerações, acolhendo diferentes maneiras de perceber e se relacionar com a arte.

O diálogo reúne obras do acervo de artistas como Mestre Didi, Rubem Valentim, Walter Firmo, Lita Cerqueira, Sônia Gomes, Alex Hornest, Mestre Passarinheiro, Emmanuel Zamor, Jadir João Egydio, Gê Viana, Diego Mouro, Mãe Detinha de Xangô e Benzita de Oxum, Cícera Fonseca da Silva, Madalena dos Santos Reinbolt, Thaís Mirabe Ueda, Herberth Mendes Sobral, Crisaldo Moraes, Isa do Rosário, Wagner Porto, Mestre Benon, Félix Farfan, Orlando Azevedo, Rosa Gauditano, Rodrigo Petrella, José Alves, João Alves, Maurina Pereira dos Santos e Lambusgatagor.

Entre os convidados estão Gugie Cavalcanti, Negana Pereira, Ogba, Valter Nu, Auá Mendes, Raphaella Laz, Rio Sora, Robinho Santana, Mayara Amaral, Rapha Dutra, Larissa de Souza, Manoela Navas, Guilherme Kid, Jéssica Senra, Fernanda Gomes dos Santos, Raimundo Santos Bida, Emerson Rocha e Ogbae Aline Bispo.

Ao colocar essas produções em contato, a exposição faz do encontro entre linguagens uma oportunidade de descoberta. Para todas as idades, fica o convite a dar tempo ao olhar e encontrar, entre as obras, a criança que ainda pergunta, inventa e se encanta.

Os ingressos para visitar o museu podem ser adquiridos na plataforma INTI.

  • Acessível para cadeirantes
  • $
  • Gratuito
  • Livre para todas as idades

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