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Última modificação outubro 28, 2026

MASP apresenta “Sala de Vídeo: Edgar Calel”

Vídeo reflete sobre a criação e os conhecimentos ancestrais do povo indígena maia kaqchikel

Edgar Calel e Fernando Pereira dos Santos no vídeo "Ru Q'an Ramaj – Escalera del Tiempo". Em uma floresta ao fim do dia, os dois homens estão sentados um de cada lado de uma fogueira que ilumina seus corpos. Edgar Calel e Fernando Pereira dos Santos em "Ru Q'an Ramaj – Escalera del Tiempo". Still: Masp / Divulgação

Informações

  • Data de inicio e término

    31/10/2026 até 31/01/2027

  • Dias da semana e horários

    De terça a domingo a partir das 10h
    Terças até 19h | Quarta e quinta até 17h | Sexta até 20h30 | Sábado e domingo até 17h

  • Endereço

    Av. Paulista, 1.578 - Bela Vista

    Ver no mapa
  • Valores

    R$ 42 (meia-entrada) e R$ 85 (inteira)
    Gratuito nas terças (o dia todo) e nas sextas (a partir das 18h)

Mais detalhes

O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) apresenta, a partir de 30 de outubro, a exposição “Sala de Vídeo: Edgar Calel”. Com curadoria de Isabela Ferreira Loures, assistente curatorial do MASP, a mostra reúne vídeos do artista que abordam questões relacionadas à memória, à ancestralidade e ao território a partir da perspectiva do povo maia kaqchikel, comunidade de origem de Edgar Calel (San Juan de Comalapa [Chi Xot], Guatemala, 1987).

O eixo central da exposição é a obra comissionada pelo museu, “Ru Q’an Ramaj – Escalera del tiempo” [Ru Q’an Ramaj – Escada do tempo] (2026). O vídeo, de sete minutos, é resultado da parceria do artista visual com o diretor e produtor audiovisual Fernando Pereira dos Santos (São Paulo, Brasil, 1984) e parte de um arquivo de imagens criado por eles ao longo de anos de amizade. A obra também documenta o trânsito pessoal e afetivo de Calel entre a Guatemala e o Brasil.

Na obra de Calel, o fogo é um guardião da memória que acompanha a vida cotidiana e espiritual do povo kaqchikel desde o nascimento até a morte. A habilidade de “ler o fogo” funciona como forma de partilhar conhecimentos que atravessam gerações. 

Outros dois vídeos integram a mostra, abordando a relação de respeito entre o corpo, o espírito e a terra. Em “Rajawal juyu – Espírito dueño y protector de los cerros” [Rajawal juyu – Espírito dono e protetor das montanhas] (2025), o artista e seus irmãos caminham por uma mata, deixada pela avó de Calel, guiados e protegidos por um jaguar. Como ressalta Calel, aquilo que se recebe dos antepassados traz consigo um compromisso que envolve dedicação e responsabilidade. Assim, ao reunirem-se ao redor da fogueira, agradecem pelo bem presenteado, mas também renovam o compromisso de cuidar dele.

Já em “Ab’ej taj ch’ab’el – Palavras de pedra” [Ab’ej taj ch’ab’el – Palavras de pedra] (2025), Calel, vestido com uma pele de jaguar, coloca-se diante de uma fogueira. Do outro lado dela, a pele de jaguar aparece despida, dobrada sobre as pedras. O vídeo alude à capacidade da vida de se transformar e à abertura do espírito a diferentes planos de existência.

Os ingressos para visitar o museu podem ser comprados no website do Masp.

  • Acessível para cadeirantes
  • $$
  • Gratuito
  • Livre para todas as idades

Dados de contato