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Última modificação outubro 19, 2026

“Sopro” ganha primeira montagem brasileira

Peça do dramaturgo português Tiago Rodrigues aborda o teatro a partir de função já extinta nas produções

Foto de divulgação de "Sopro". Noemi Marinho, à esquerda, segura o texto de uma peça e o dita no ouvido da atriz Amanda Acosta Noemi Marinho e Amanda Acosta em "Sopro". Foto: Kim Leekyung / Divulgação

Informações

  • Data de inicio e término

    22/10/2026 até 15/11/2026

  • Dias da semana e horários

    De quinta a sábado, 20h | Domingo e feriado, 18h
    Não haverá apresentação dia 25 de outubro

  • Endereço

    R. Dr. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista

    Ver no mapa
  • Valores

    R$ 18 (credencial plena), R$ 30 (mei-entrada) e R$ 60 (inteira)

Mais detalhes

A montagem europeia de Sopro iria estrear no Brasil na 7ª edição da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MITsp), em 2020, mas foi inviabilizada em decorrência da pandemia do COVID-19. Agora, “Sopro”, do diretor e dramaturgo português Tiago Rodrigues, ganha uma montagem inédita no Brasil pelas mãos do diretor Marco Antonio Rodrigues, a partir de 22 de outubro, no Teatro Raul Cortez, do Sesc 14 Bis.

Na trama, uma companhia teatral é obrigada a adiar a estreia de sua nova peça porque a diretora está seriamente doente. Em seu lugar, começa a criar um novo espetáculo sobre a mulher que atua como ponto, função que “sopra” o texto quando o elenco esquece as falas e cujo ofício está à beira da extinção.

Ao sair das sombras dos bastidores e ocupar o palco pela primeira vez, a ponto reconta sua trajetória e a história do próprio teatro, evocando memórias reais e fictícias, causos das coxias e clássicos da dramaturgia mundial. Guardiã de uma atividade em vias de ser extinta, ela evoca memórias reais e fictícias, mesclando histórias das coxias, fantasmas de artistas que por ali passaram e autores clássicos da dramaturgia como Tchékhov, Racine e Molière.

A ideia de escrever “Sopro” surgiu depois de Tiago Rodrigues ter se confrontado com a existência de dois pontos profissionais – os últimos em Portugal – quando, em 2015, assumiu a direção artística do teatro nacional D. Maria II, em Lisboa.  

Sopro tem o objetivo de deslocar o olhar do espectador para quem está na sombra, numa espécie de homenagem aos bastidores, à máquina invisível que movimenta o visível no teatro. A obra é inspirada no relato das histórias de vida de Cristina Vidal e das centenas de profissionais dos bastidores que passaram pelo D. Maria.

A encenação brasileira tem elenco formado por Noemi Marinho, Amanda Acosta, Dagoberto Feliz, Nicolas Trevijano, Biah Ramos e Mada Rocco e uma equipe criativa regida por Luque Daltrozo. Zeca Baleiro assina as composições originais desta montagem.

Os ingressos estão disponíveis na Central de Relacionamento Digital ou em qualquer unidade do Sesc SP.

  • Acessível para cadeirantes
  • $
  • Livre para todas as idades

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