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Última modificação setembro 28, 2026

Dia do Saquê tem roteiro por 12 izakayas em SP

Bares japoneses da capital servem diferentes estilos de saquê acompanhados de petiscos

ana paula
Dia do Saquê tem roteiro por 13 izakayas em SP Nos izakayas, o saquê é protagonista do brinde | Foto: Shaiith/GettyImages

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    No dia 1º de outubro, o saquê ganha uma data no calendário. Criado em 1978 pela associação japonesa de produtores, o Dia do Saquê marca uma época tradicionalmente ligada à produção da bebida no Japão. Em São Paulo, a ocasião é um convite para sentar ao balcão de um izakaya e explorar a carta sem pressa.

    Dia do Saquê tem roteiro por 13 izakayas em SP

    Niguiris acompanham o saquê | Foto: Plateresca/GettyImages

    Esses bares japoneses servem porções para dividir, pratos quentes e bebidas que acompanham a conversa. O saquê pode aparecer em doses ou garrafas, servido frio, em temperatura ambiente ou aquecido. A escolha depende do rótulo, do prato e do gosto de quem vai beber.

    O que há na taça

    Feito de arroz, água, koji e levedura, o saquê resulta de uma fermentação em que o amido do arroz é transformado em açúcar e, depois, em álcool. Na carta, junmai identifica uma categoria sem adição de álcool destilado; ginjo e daiginjo indicam graus de polimento do arroz e costumam ter perfil mais aromático. Já o nigori conserva partículas de arroz, que lhe dão aparência turva.

    Dia do Saquê tem roteiro por 13 izakayas em SP

    No balcão, a escolha começa pela carta de saquê | Foto: ykchan/GettyImages

    Saquê à mesa

    Para acompanhar, vale começar pelos otsumami, petiscos como edamame, karaage, conservas e espetinhos. Os estilos mais leves podem acompanhar sashimis e peixes delicados; grelhados, frituras e pratos de sabor mais intenso abrem espaço para outras escolhas da carta.

    Onde brindar

    Izakaya Issa

    Aberto em 2009 na Liberdade, o Issa é comandado por dona Margarida Haraguchi, que prepara os pratos à vista de quem ocupa um dos 12 lugares do balcão. Há também mesas com tatame.

    A carta reúne rótulos de saquê e de shochu, destilado japonês. Na cozinha, o takoyaki é um dos pedidos mais tradicionais, ao lado do karaage e das receitas com carne de porco.

    Onde: Rua Barão de Iguape, 89 – Liberdade
    Horário: segunda, terça, quinta e sexta, das 11h às 14h30 e das 18h às 21h30 | sábado e domingo, das 11h às 15h e das 18h às 20h30 | fecha às quartas
    Instagram: @izakayaissa

    Izakaya Kaburá

    Fundado em 1984 e tocado pela família Tanji, o Kaburá fica no alto de uma escada estreita da Rua Galvão Bueno. O salão de madeira escura lembra os pequenos bares de Tóquio.

    As robatas são a especialidade da casa. O cardápio inclui também anchova grelhada, tendão de boi e, atendendo a pedidos dos clientes, sushis e sashimis.

    Onde: Rua Galvão Bueno, 346 – Liberdade
    Horário: terça a sábado, das 18h30 às 22h | Reservas: até as 19h30
    Instagram: @izakaya_kabura
    
    
    Dia do Saquê tem roteiro por 13 izakayas em SP

    Do ‘junmai’ ao ‘ginjo’, há estilos para descobrir | Foto: tomoya/ murakami-GettyImages

    Kintaro

    Aberto em 1993 por Hiroshi Higuchi e dona Líria, o Kintaro tem as paredes cobertas de fotos de lutadores de sumô, esporte com tradição na família. O espaço se resume a um balcão com bancos altos e duas mesinhas no fundo.

    Não há cardápio fixo. Os petiscos ficam expostos no balcão, como sardinha, bardana em conserva, polvo com pepino agridoce e tofu frito, e acompanham cerveja gelada, saquê e shochu.

    Onde: Rua Thomaz Gonzaga, 57 – Liberdade
    Horário: terça a sexta, das 15h às 22h
    Instagram: @izakaya_kintaro

    Izakaya Matsu

    Braço do Issa em Pinheiros, o Matsu segue a mesma escola: balcão comprido de frente para as grelhas e fila na calçada nos horários de maior movimento.

    O cardápio mantém clássicos como o takoyaki e acrescenta receitas pesquisadas pelos donos no Japão. Piri karaage (frango apimentado), katsu sando e pratos com karê estão entre os pedidos frequentes.

    Onde: Avenida Pedroso de Morais, 403 – Pinheiros
    Horário: segunda a sábado, das 18h às 23h (último pedido às 22h30)
    Instagram: @izakayamatsu

    Izakaya Otoshi

    Depois de anos no balcão do Matsu, o chef Toshi Akuta abriu o próprio izakaya em uma esquina da Rua Padre Carvalho. Sommelier de saquê, ele oferece um rótulo do dia além da carta fixa.

    São 12 lugares no balcão e outros 14 em mesas. Entre os petiscos estão o kimpira gobo, raiz de bardana refogada no dashi (R$ 28), e o edamame yaki, com shoyu, alho, manteiga e shichimi togarashi (R$ 35). No almoço, a casa serve teishoku, refeição completa com arroz e missoshiru.

    Onde: Rua Padre Carvalho, 335 – Pinheiros
    Horário: segunda a sábado, das 11h30 às 14h45 e das 18h30 às 22h30 (último pedido às 22h)
    Instagram: @otoshi.izakaya

    Chiisai Izakaya

    Inaugurado em dezembro de 2025, o Chiisai (“pequeno”, em japonês) tem 30 lugares, contando as mesas na calçada. O projeto é do chef Alexandre Saber, do Sassá Sushi, com Wilson Kinoshita, o Sallada, filho do chef Toshio Kinoshita.

    O menu se divide entre robatas, entradas frias e pratos quentes, como o kakuni. São nove rótulos de saquê, cinco deles vendidos em dose, além de highballs com 2-HAI, bebida gaseificada à base de saquê e shochu. O trio de ostras (R$ 59) chega com shots de tequila, uísque e saquê karakuchi.

    Onde: Alameda Franca, 149 – Jardim Paulista
    Horário: terça a quinta, das 17h às 23h | sexta e sábado, das 17h à 0h
    Instagram: @chiisai.izakaya

    Izakaya Donchan

    Aberto por Takahiro Higuchi, o Taka, da família do Kintaro, o Donchan combina izakaya e karaokê na Rua Batataes. As músicas são escolhidas nas próprias mesas.

    O cardápio é curto e tem butabara (espetinho de panceta), katsu sando, karê raisu e panceta cozida no missô. Diferentemente da maioria dos izakayas da lista, a casa aceita reservas.

    Onde: Rua Batataes, 380A – Jardim Paulista
    Horário: almoço, das 12h às 16h (último pedido às 15h30) | jantar, das 19h à 1h (último pedido às 0h30)
    Instagram: @izakayadonchan

    KuroMoon

    Comandado por Fábio Moon e Fernando Kuroda, o KuroMoon se apresenta como um boteco japonês-coreano. Não é raro encontrar fila na porta antes da abertura.

    Na brasa, a carne de porco com kimchi e a língua de boi estão entre os pedidos da clientela. O mandu, guioza coreano recheado com carnes e kimchi, e o tofu de chá verde completam a mesa. Os sócios abriram ainda o KuroMoon Ramen, no mesmo bairro.

    Onde: Rua Teixeira da Silva, 596 – Paraíso
    Horário: segunda a sábado, das 19h às 23h
    Instagram: @kuromoon.br

    Omoide Sakaba

    Na divisa entre Vila Clementino e Mirandópolis, o nome pode ser traduzido como “lugar de beber das lembranças”. A casa nasceu da amizade entre os pais dos sócios, e um deles é formado sommelier de saquê.

    Com balcão e lanternas no estilo japonês, tem carta de saquês importados, shochu e cerveja. Lula na chapa com molho shoyu, buta no kakuni, tsukune e negima estão entre os pratos conhecidos. Uma sala reservada recebe o karaokê depois do jantar.

    Onde: Rua Luís Góis, 1574 – Mirandópolis
    Horário: segunda a sexta, das 18h às 22h | sábado, das 18h às 21h50
    Instagram: @omoide.sakaba
    Dia do Saquê tem roteiro por 13 izakayas em SP

    O saquê pode ser servido frio ou aquecido | Foto: foodnjoy/GettyImages

    Ikedaya

    Na zona norte, o Ikedaya é comandado por Mário Ikeda, ex-apresentador de rádio e TV, que cuida da cozinha e da identidade visual da casa. O nome homenageia o Hotel Ikeda, que os avós dele mantinham na Liberdade; parte da louça do antigo hotel está exposta no salão.

    Receitas de família dão nome a pratos como o Wantomoe, da tia Tomoe, e o Hiroko Ebi, homenagem à mãe do chef. O okonomiyaki é feito no estilo de Kansai, com inhame na massa. A carta tem saquê japonês (garrafa de 300 ml por R$ 90), shochu, umeshu e cervejas japonesas. No andar de cima funciona um karaokê box para cerca de dez pessoas.

    Onde: Rua Alfredo Pujol, 1796 – Santana
    Horário: terça a sábado, das 18h30 às 22h45
    Instagram: @ikedayabar

    Shima Izakaya

    Na Vila Carrão, bairro da zona leste com forte presença da comunidade okinawana, o Shima trabalha com receitas do Japão e de Okinawa.

    O Okinawa soba, macarrão de trigo em caldo, é um dos pratos da casa, ao lado de donburis, karaage, nikuman (pãozinho no vapor recheado) e katsu sando com missô adocicado e maionese. A casa também tem sushi bar.

    Onde: Rua Iacri, 65 – Vila Carrão
    Horário: segunda a sábado, das 18h às 23h
    Instagram: @shima.izakaya

    Yorimichi Izakaya

    Aberto em agosto de 2016 pelo sushiman Ken Mizumoto, o Yorimichi fica a poucos passos da estação Brigadeiro do metrô. Em japonês, yorimichi é a parada no meio do caminho, como a que se faz no bar antes de voltar para casa.

    A grelha a carvão, abastecida com eucalipto de reflorestamento, é o centro da cozinha. Dela saem os kushiyakis, como butabara (barriga de porco ao tarê), gyutan (língua de boi) e shiitake recheado com frango. O cardápio tem ainda karaage, buta kamameshi, arroz com panceta feito na panela de ferro, e onigiri grelhado com missô. Para beber, saquê, shochu, uísques japoneses e coquetéis.

    Onde: Rua Otávio Nébias, 203 – Paraíso
    Horário: segunda a sábado, das 17h30 às 23h (fecha na terceira segunda-feira de cada mês)
    Instagram: @yorimichi_izakaya
    
    

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    ana paula

    Ana Pimenta

    139 publicações

    Jornalista especializada em Gastronomia.