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Última modificação setembro 03, 2026

“Gota d’Água, no Tempo” chega a Santo André

Clássico de Chico Buarque e Paulo Pontes é revisitado por Georgette Fadel e Cristiano Tomiossi

"Gota D'Água no Tempo". Foto: Barbara Campos

Informações

  • Data de inicio e término

    11/09/2026 até 20/09/2026

  • Dias da semana e horários

    Sextas, às 20h | Sábados, às 19h | Domingos, às 18h

  • Endereço

    R. Tamarutaca, 302 - Vila Guiomar, Santo André

    Ver no mapa
  • Valores

    De 11 a 13/set: Entrada gratuita
    De 18 a 20/set: R$ 15 (credencial plena), R$ 25 (meia-entrada) e R$ 50 (inteira)

Mais detalhes

Vinte anos após interpretarem Joana e Jasão em “Gota d’Água Breviário”, Georgette Fadel e Cristiano Tomiossi assumem novamente os papéis em “Gota d’Água, no Tempo”. O clássico de Chico Buarque e Paulo Pontes fica em cartaz no Sesc Santo André de 11 a 20 de setembro. Georgette assina a direção geral, Tomiossi, a codireção, e a montagem reúne atores e músicos da Cia. Coisas Nossas de Teatro.

Escrita em 1975, durante a ditadura militar, a peça transporta a Medeia, de Eurípides, para a fictícia Vila do Meio-Dia, na periferia do Rio de Janeiro. Joana (interpretada por Georgette) é abandonada por Jasão (Christiano), que decide se casar com Alma, filha de Creonte, proprietário do conjunto habitacional onde vivem. Com o rompimento, vêm à tona uma rede de dívidas, a especulação imobiliária, a exploração econômica e as disputas por moradia.

Compositor de um samba que alcança o sucesso, Jasão vê no casamento uma possibilidade de ascensão social. Para ocupar essa nova posição, rompe com suas origens e se aproxima de quem mantém seus antigos vizinhos sob cobrança e ameaça de despejo. Abandonada, Joana perde o companheiro, a casa e os laços que sustentavam sua vida na Vila. É dessa engrenagem que nasce sua ruína: a promessa de prosperidade reservada a poucos depende da exclusão de muitos.

Cinco décadas após a estreia, permanecem reconhecíveis no país os conflitos escritos por Chico Buarque e Paulo Pontes. Mudaram as tecnologias, os nomes e a paisagem, mas não a concentração de poder, o endividamento e a dificuldade de acesso à moradia. Na tragédia de Joana também se reconhece a experiência de uma população sujeita às decisões de quem controla a terra e as possibilidades de existência. 

A voz dos atores chega ao público sem amplificação, e a música é executada ao vivo. Instrumentistas dividem o palco com o elenco, enquanto Flor da Idade e Bem-querer passam a compor o repertório. Pelas canções, ganham forma o cotidiano da Vila do Meio-Dia, suas celebrações, seus conflitos e o cerco que se fecha sobre Joana.

A parceria entre Georgette e Tomiossi nasceu na temporada de 2006. Ela recebeu o Prêmio Shell de Melhor Atriz, em 2007, por sua atuação; ele aprofundou a pesquisa em teatro musical brasileiro e tornou-se coordenador da Cia. Coisas Nossas de Teatro. Agora, os dois voltam ao ponto em que suas trajetórias se encontraram. No retorno à Vila do Meio-Dia, a distância entre 1975 e o Brasil de hoje parece menor do que deveria.

De 11 a 13 de setembro, os ingressos são gratuitos devido ao “Festival Sesc 80 Anos” que ocorre neste final de semana – eles podem ser reservados na neste link da Central de Relacionamento Digital. Para os ingressos do restante da temporada os valores praticados são de R$ 15 (credencial plena), R$ 25 (meia-entrada) e R$ 50 (inteira) – eles estão disponíveis neste link da Central de Relacionamento Digital.

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  • Maiores de 16 anos

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