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Última modificação agosto 18, 2026

Osesp apresenta o “Réquiem” de Verdi

Regida por Andrew Litton, récita une solistas internacionais aos Coros da Osesp e Lírico Municipal

Foto: Tuca Vieira

Informações

  • Data de inicio e término

    20/08/2026 até 22/08/2026

  • Dias da semana e horários

    Quinta e sexta, às 20h | Sábado, às 16h30

  • Endereço

    Pç. Júlio Prestes, 16 - Luz

    Ver no mapa
  • Valores

    De R$ 25 (meia-entrada) até R$ 330 (inteira)

Mais detalhes

A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) sobe ao palco da Sala São Paulo sob a regência do estadunidense Andrew Litton, para interpretar a “Missa de Réquiem”, de Giuseppe Verdi, um dos principais nomes do romantismo italiano.

O programa reúne os solistas Guanqun Yu (soprano), Luisa Francesconi (mezzo soprano), Joshua Blue (tenor) e Peixin Chen (baixo), e conta, ainda, com Coro da Osesp e o Coro Lírico Municipal de São Paulo. Como de costume, a apresentação de sábado (22/ago), às 16h30, terá transmissão ao vivo pelo canal oficial da Osesp no YouTube

Considerada uma das mais importantes obras sacras da história da música ocidental, a “Missa de Réquiem” transcende os limites da liturgia ao combinar a profundidade espiritual do texto religioso com a força dramática característica do compositor. Escrita em homenagem ao escritor italiano Alessandro Manzoni, a partitura tornou-se um marco do repertório sinfônico-coral por sua intensidade emocional, riqueza musical e capacidade de abordar temas universais como a morte, a fé, a esperança e a condição humana.  

Estreado em Milão, em 1874, o “Réquiem” consolidou-se como um dos grandes monumentos da música ocidental, reunindo a grandiosidade da tradição operística italiana à solenidade da música sacra. Mais de 150 anos após sua criação, segue emocionando plateias em todo o mundo. 

Entre os aspectos mais marcantes da partitura está sua intensa carga dramática, que traduz musicalmente a angústia humana diante da morte e do Juízo Final. Essa característica atinge seu auge no célebre ‘Dies Irae’, um dos trechos mais conhecidos da música clássica, marcado por explosões sonoras de coro e orquestra que evocam com impressionante força o dia do julgamento descrito no texto litúrgico. Em contraste, a obra também reserva momentos de profunda delicadeza e contemplação, alternando passagens de grande impacto emocional com episódios de recolhimento e esperança. Essa combinação entre grandiosidade operística, profundidade espiritual e força expressiva ajudou a consolidar o Réquiem como uma das obras mais admiradas e frequentemente executadas do repertório sinfônico-coral mundial.

A história do “Réquiem” de Verdi está ligada a um momento decisivo da formação da identidade italiana. Admirador de duas das maiores referências culturais do país, o compositor sonhava com uma obra que homenageasse o legado nacional representado pelo compositor Gioachino Rossini e pelo escritor Alessandro Manzoni. Uma primeira tentativa surgiu após a morte de Rossini, em 1868, quando Verdi idealizou uma missa escrita a várias mãos por compositores italianos. O projeto, porém, não avançou. Cinco anos depois, profundamente abalado pela morte de Manzoni, escritor que desempenhou papel fundamental na consolidação da língua e da cultura italianas, Verdi retomou a ideia e compôs integralmente a Missa de Réquiem, obra que se tornaria um marco na convergência entre a tradição sacra e a linguagem operística do compositor.

Os ingressos estão disponíveis no website da Sala São Paulo.

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