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Última modificação junho 30, 2026

Grupo Corre, do Rio, faz apresentações em São Paulo

"BOCA" leva o passinho de funk ao teatro a partir da voz de quem construiu essa cultura

"BOCA", do Grupo Corre. Foto: Berro Inc

Informações

  • Data de inicio e término

    03/07/2026 até 05/07/2026

  • Dias da semana e horários

    Sexta e sábado, às 20h | Domingo, às 18h

  • Endereço

    R. Dr. Vila Nova, 245 - Vila Buarque

    Ver no mapa
  • Valores

    R$60 (inteira) R$30 (meia-entrada) e R$18 (credencial plena)   

Mais detalhes

O Grupo Corre, integrado por artistas referências da cena do passinho foda carioca, estreia o espetáculo “BOCA” no Teatro Anchieta do Sesc Consolação. Criada e dirigida por Celly IDD, uma das representantes femininas principais dessa cultura, a montagem transforma o funk e o passinho em linguagem cênica para falar de corpo, território, memória e sobrevivência.

“BOCA” surge das pesquisas, das vivências de cria e das trocas dentro do grupo. A peça nasce da vontade de organizar essas experiências em uma linguagem cênica e nomear essa fome de existir, falar e dançar.

 “BOCA” marca um movimento importante: a história do passinho é narrada por artistas que ajudaram a construir essa cultura. Formado em 2021, o Grupo Corre reúne dançarinos com a ideia de ampliar seus espaços de atuação e afirmar essa linguagem para além das batalhas, festivais e intervenções urbanas.

A montagem traz uma visão abrasileirada do corpo e da boca como princípio criador a partir da ideia de “come o que precisa, cospe o que quiser e não responde à espera de ninguém, nem devolve o mundo limpo”. A obra dialoga diretamente com a cena do funk carioca, especialmente com o Passinho Foda, estilo de dança e movimento urbano originário dos bailes funks das favelas cariocas no início dos anos 2000.

Em “BOCA”, as referências conversam com as culturas afro, vogue e hip hop, mas mantêm sua origem na diversidade do passinho ao unir frevo, capoeira e samba. Em cena, cada um dos onze intérpretes carrega no corpo sua trajetória, sua relação com a favela e sua identidade em constante transformação.

A criação dialoga com um texto-base de referência conceitual e pesquisa do diretor artístico e pesquisador de movimento Léo Garcia, que traz o conceito de Èṣù Onã Ebo como ponto de partida. A partir dessa ideia, a dramaturgia combina urgência, repetição e excesso não como desordem, mas como princípio organizador da cena. O funk aparece como prática de mundos: indisciplinada, rítmica, coletiva, acima da moral e da ilusão do bem e do mal. O funk, assim como Èsú, é a boca que tudo come. 

Durante aproximadamente uma hora, o espetáculo percorre diferentes atmosferas que fazem parte da memória coletiva dos integrantes do Grupo Corre e também do movimento funk: a celebração, o humor, a convivência entre amigos, as batalhas de dança e a comunicação entre DJ e público são apresentados ao público e também há momentos de tensão e violência. 

Os ingressos estão disponíveis na Central de Relacionamento Digital ou em qualquer unidade do Sesc SP.

  • Acessível para cadeirantes
  • $
  • Maiores de 14 anos

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