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Última modificação junho 08, 2026

Marco França estreia solo de Newton Moreno

Dirigido por Ana Rosa Genari Tezza, solo inédito narra as aventuras de um coveiro nordestino

Marco França interpreta "A Última Cova"

Informações

  • Data de inicio e término

    01/07/2026 até 31/07/2026

  • Dias da semana e horários

    De quarta a sexta-feira, às 19h30
    Feriado, 9/jul, às 17h30 | Sessão extra, 30/jul, às 15h30

  • Endereço

    R. Clélia, 93 - Água Branca

    Ver no mapa
  • Valores

    R$50 (inteira), R$25 (meia-entrada) e R$15 (credencial plena)

Mais detalhes

A vontade de discutir questões relacionadas à morte como forma de nos alertar para a urgência da vida instigou o ator, músico e diretor musical Marco França a idealizar o solo “A Última Cova”, com texto inédito de Newton Moreno e direção de Ana Rosa Genari Tezza. O espetáculo tem sua temporada de estreia de no Espaço Cênico do Sesc Pompeia. Em cena, ainda estão os músicos Bruno Menegatti e Juliano Veríssimo.

A trama acompanha a história de Djalma, um coveiro nordestino que veio à capital paulistana à procura da mãe e munido de sua pá. Ele nunca aceitou que a mãe o tivesse deixado para se aventurar pelo mundo, busca nos olhos das mães enlutadas os olhos da sua mãe, e trabalha atento às ‘injustezas’ que sofrem muitos de seus clientes e parentes deles, como se sua pá pudesse consertar um pouquinho das mazelas do mundo.

Desde o começo da elaboração do texto até a estreia foram 2 anos de trabalho, a peça traz na sua equipe artistas que elaboram o teatro com tempo, escuta, e muita troca, isso porque todos têm intimidade com processos de grupo, que costumam ter no Tempo um grande aliado para o aprofundamento da pesquisa.

Marco França integrou o grupo potiguar Os Clowns de Shakespeare por 15 anos, Ana Tezza é diretora artística da Trupe Ave Lola de Teatro e a Ave Lola Espaço de Criação, e Newton Moreno integrou a Cia Os Fofos Encenam.

A ideia de encomendar a peça, segundo França, surgiu depois que ele assistiu a um espetáculo em Santiago, no Chile, em 2024. “Foi de maneira distraída, mas com o radar sempre atento às poesias do mundo que, ao assistir um espetáculo que contava a vida de Leoncio Badía Navarro, um coveiro que viveu a ditadura franquista em Paterna (Espanha), me transportei aos canteiros de minha terra, pensando quantas histórias incríveis um cemitério coleciona: lugar de memórias. Ali eu soube por onde começar”, conta o idealizador do trabalho.

Sobre essa figura tão emblemática, Newton Moreno diz: “Esse cabra tinhoso retrata a resiliência e inconformidade do homem nordestino. Talvez não exista prova maior de resistência que não morrer; nisso o povo nordestino é mestre. Djalma está aí para provar. Mas nosso Djalma quer justiça e os que lutam por ela sempre são os primeiros alvos da ganância do mundo. Ele é um dos tantos que se faz a pergunta: “Justiça é mesmo coisa desse mundo?”.

Para contar essa história, a diretora Ana Rosa Tezza revela ter escolhido uma linguagem necessariamente popular. “Uma linguagem que bebe da palhaçaria, da clássica oralidade dos repentes e da infinita capacidade comunicativa da canção brasileira. Neste trabalho, a busca constante foi explicitar o jogo teatral para a audiência, ao mesmo tempo em que lhes oferecemos uma viagem para dentro deste país que tinge, borda e tece, em sua fábula, as raízes de um Brasil ao mesmo tempo vivido e sonhado”, explica.

Os ingressos estarão disponíveis em breve na Central de Relacionamento Digital ou em qualquer unidade do Sesc SP.

  • Acessível para cadeirantes
  • $
  • Maiores de 12 anos

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