Musical propõe uma fábula sobre desigualdade
Novo musical brasileiro, "Magia" combina fantasia, crítica social e trilha latino-caribenha

Informações
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Data de inicio e término
17/03/2026 até 12/05/2026
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Dias da semana e horários
Toda terça-feira, às 20h
Sessões extras de quarta-feira, às 20h -
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Valores
De R$ 40 (meia-entrada) até R$ 100 (inteira)
Mais detalhes
Uma ilha onde desejos se realizam, mas nunca sem custo. É a partir dessa premissa que se desenvolve “Magia, o musical”, espetáculo autoral, que marca a primeira produção da Girassol Produções em parceria com Marília Lopes.
O musical cumpre sua temporada de estreia no Palco Praça do Centro Cultural iBT – Instituto Brasileiro de Teatro, um espaço com cerca de 160 lugares que favorece a proximidade e a relação direta entre cena e público.
Escrito por Nathan Leitão e Letitia Bullard, o musical parte de um universo ficcional para construir uma alegoria sobre o funcionamento das estruturas sociais. Na trama, a ilha de Tekoha abriga uma fonte mágica capaz de realizar desejos: ao completar 17 anos, cada cidadão tem um pedido atendido. O que se apresenta como privilégio, no entanto, revela uma lógica invisível, já que, a cada desejo concedido, algo de igual valor é retirado da ilha vizinha, Deyo.
É nesse contexto que surge Leilani, jovem habitante de Deyo que atravessa fronteiras em busca da magia capaz de salvar a vida de seu pai. Sua jornada, ao mesmo tempo íntima e política, conduz a história por uma pergunta central: o que é, afinal, a verdadeira magia em uma sociedade que naturaliza desigualdades e sustenta seus próprios desequilíbrios?
Sob a direção de Samuel Gonçalves e a direção musical de Nathan Leitão, o espetáculo articula diferentes camadas de linguagem para construir uma encenação que equilibra fantasia, ritmo e reflexão. A condução criativa se ancora em um processo colaborativo que atravessa desde a concepção até a realização em cena.
“Magia” se organiza como uma construção de camadas, nas quais o encantamento visual convive com uma reflexão sobre pertencimento, acesso e identidade. A encenação sustenta esse equilíbrio ao propor uma experiência que transita entre o imaginário e a observação crítica do mundo contemporâneo.
A musicalidade do espetáculo é executada ao vivo, com regência e teclado de Sarah Moreira, ao lado de Thiago Guimarães, no violão e baixo, e Kayo Vidal e Lukas Felli, que se alternam nas sessões na percussão, além da preparação vocal de Pedro Copetti. A partir dessa base, a trilha ganha corpo ao misturar ritmos brasileiros como samba, rap, funk e bossa nova a influências afro-latinas e caribenhas, criando uma identidade sonora que atravessa a encenação e sustenta o ritmo da história em cena. O desenho de som de Guilherme Zomer completa a experiência sensorial da encenação, potencializada pela configuração do Palco Praça.
Os ingressos estão disponíveis no Sympla.
Dados de contato
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Telefone
(11) 91571-3514
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Site
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