Celebrado em 19 de abril, o “Dia dos Povos Indígenas” é uma data importante para valorizar a diversidade cultural, reconhecer a história dos povos originários e refletir sobre a sua contribuição para a formação da sociedade.
Comemorar esta data significa também combater o preconceito, valorizar as identidades indígenas e reforçar a defesa dos seus direitos, incluindo o direito ao território, à cultura e à dignidade.
São Paulo é uma das capitais com a maior população indígena em contexto urbano fora da região Norte do Brasil.
Segundo o Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE), vivem na cidade cerca de 19,7 mil pessoas que se declararam indígenas, algumas delas em aldeias demarcadas no Jaraguá e em Parelheiros. Outras moram em bairros e nas periferias da metrópole.
A presença indígena está presente na cultura, na educação e na arte da capital paulista. Isso pode ser visto em atividades culturais, rodas de conversa, feiras, exposições e eventos temáticos que serão realizados ao longo de todo o mês de abril.
Eles são ótimas oportunidade para quem deseja saber mais sobre os povos originários. Conheça a programação e se prepare para explorar e redescobrir as origens da arte e da cultura brasileira.

Cestaria feita à mão carrega beleza e originalidade. | Foto: Klaus Balzano/GettyImages
Feira de Arte dos Povos Indígenas
Entre os dias 16 e 19 de abril, o Parque Ibirapuera abre espaço para um encontro entre territórios indígenas e a sociedade urbana, com a “Feira de Arte dos Povos Indígenas”.
Trata-se de uma experiência rica em cultura, história e ancestralidade, que vai reunir cem artistas e produtores, de mais de 40 etnias, de diferentes regiões do Brasil.
A abertura é no dia 16, às 10h, na marquise do Pavilhão das Culturas Brasileiras (Pacubra). Ao longo dos quatro dias, artistas, coletivos e organizações de diferentes localidades mostram a produção indígena como arte viva, território materializado e expressão de sistemas de conhecimento que atravessam gerações.
Com curadoria do designer Marcelo Rosembaum, a seleção das peças e artistas foi feita de forma coletiva, por meio da escuta, da consulta e do respeito aos povos, com destaque para técnicas ricas e diversas, de barro, palha e tecelagem.
Estarão em exposição itens que transitam entre o uso cotidiano e ritualístico, revelando a essência de uma arte coletiva e ancestral, de saberes passados de avós para filhos, como forma de resistência. A comercialização das obras será feita diretamente com os artistas indígenas.
Onde: Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, Vila Mariana (Parque Ibirapuera) Quando: De quinta (16) a domingo (19), das 10h às 21h | Grátis Instagram: @feiradearteindigena.br_
Museu das Culturas Indígenas (MCI)
O Museu das Culturas Indígenas (MCI), localizado na zona Oeste de São Paulo, foi criado em 2022, com o objetivo de valorizar as histórias, memórias, artes, saberes e tecnologias dos povos indígenas.
Conta com exposições de média e longa duração, seu acervo pode ser acessado também de forma virtual. Além disso, tem uma programação rica e contínua de mostras temporárias.
Neste mês, toda a agenda é voltada à celebração do “Dia dos Povos Indígenas”, com destaque para a exposição “Ygapó: Terra Firme”, e várias opções de oficinas, narração de histórias, visitas mediadas e outros eventos comemorativos.
Onde: Rua Dona Germaine Burchard, 451, Água Branca Quando: de terça a domingo, das 9h às 18h | às quintas-feiras, horário estendido até as 20h Quanto: R$ 15 (inteira) | R$ 7,50 (meia-entrada) | Grátis às quintas até 20h Instagram: @museudasculturasindigenas
Museu da Imigração – Abril Indígena
Neste mês, o Museu da Imigração apresenta o “Abril Indígena”, uma programação especial dedicada à celebração do “Dia dos Povos Indígenas”, com cursos, eventos e visitas guiadas.
Entre os dias 14 e 16, das 19h às 21h, também acontece o curso “Letramento étnico-racial indígena e racismo xenófobo” (R$ 90), em formato online.
No dia 18, é a vez de um ciclo formativo mensal dedicado ao tema “Ciclo Sarnaqtanxa: Sabedoria e pesquisa indígena andina em São Paulo”.
No dia seguinte, o museu oferece a visita temática sobre deslocamentos e comunidades indígenas que passaram pela Hospedaria dos Imigrantes do Brás, com base na exposição de longa duração “Migrar: Histórias Compartilhadas Sobre Nós.
Onde: Rua Visconde de Parnaíba, 1.316, Mooca Quando: de terça a sábado, das 9h às 18h | domingo, das 10h às 18h Quanto: 16 (inteira) R$ 8 (meia-entrada) Instagram: @museudaimigracao
Floresta no Centro – Instituto Socioambiental (ISA)
Misto de loja e espaço de eventos, o Floresta no Centro é uma iniciativa do Instituto Socioambiental (ISA), localizada na Galeria Metrópole, na região central de São Paulo.
Lá, é possível encontrar produtos e obras de arte que guardam os saberes e conhecimentos dos povos indígenas, quilombolas e de outras comunidades tradicionais.
Na loja física, são comercializados produtos de cestaria, cerâmica, mobiliário e artesanato. Já a loja online disponibiliza alimentos e publicações, entre outros produtos.
O espaço também tem uma rica agenda de eventos e cursos, sendo o lugar ideal para quem busca curadoria especializada no Centro da cidade.
Onde: Av. São Luiz, 187, loja 28 (2º piso), República (Galeria Metrópole) Quando: de segunda a sexta, das 9h às 18h Instagram: @socioambiental
Amoa Konoya Arte Indígena
A Amoa Konoya Arte Indígena é um espaço e uma galeria tradicional de comercialização de arte indígena, localizado no bairro de Pinheiros, em São Paulo. Considerado uma referência no que se refere a este tipo de arte, o espaço reúne peças de diferentes povos indígenas, valorizando a cerâmica, a cestaria, e outros trabalhos artesanais. A loja é também um local de arte, cultura e preservação, mantendo uma ligação forte com o trabalho de artistas e comunidades indígenas.
Onde: Rua João Moura, 1002 - Pinheiros Quando: de segunda a sábado, das 10h às 18h Instagram: @amoakonoya
Presença indígena na capital
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