Peça “Conforto” volta ao cartaz no Sesc 24 de Maio
Atriz Ana Flavia Cavalcanti faz reflexão sobre trabalho doméstico, alienação parental e direito à moradia

Informações
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Data de inicio e término
13/03/2026 até 14/03/2026
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Dias da semana e horários
Sexta e Sábado, às 20h
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Valores
a partir de R$ 15
Mais detalhes
A atriz e performer Ana Flavia Cavalcanti volta aos palcos de São Paulo com o espetáculo “Conforto”, em nova temporada no Itaú Cultural. A obra une teatro, memória e performance para refletir sobre trabalho doméstico, alienação parental e o direito à moradia digna, tendo como fio condutor a pergunta:
“O que é conforto para você?”
Em cena, uma babá, uma diarista e uma paquita se encontram para investigar os sentidos do aconchego, da casa e da dignidade. O espetáculo é atravessado por uma história real e potente: a da própria atriz e de sua mãe, Val Cavalcanti, faxineira por toda a vida e hoje também atriz.
Val abre a peça em um prólogo autobiográfico, no qual compartilha suas experiências nas inúmeras casas de família onde trabalhou e sua recente entrada no teatro. É a primeira vez que mãe e filha dividem o palco, em um gesto artístico e político de afirmação de suas trajetórias.
Após 15 anos de carreira, Ana Flavia Cavalcanti revisita sua própria infância. Antes de ser atriz, ela, assim como todas as mulheres de sua família, também foi babá e acompanhava a mãe nas faxinas. O que antes era sobrevivência agora se transforma em arte.
O espetáculo é dividido em três atos:
ATO 1 – O café da manhã na casa da Dona Beth
Inspirado no icônico café da manhã do programa “Xou da Xuxa”, este primeiro ato aborda a segurança alimentar e o desejo infantil. Vestida como uma paquita, Ana Flavia evoca a infância marcada pela escassez e pela observação silenciosa do conforto alheio nas casas onde sua mãe trabalhava.
“Eu morria de vontade de comer aquelas coisas que nunca tinha visto ao vivo. E a gente em casa comendo pão seco com chá de erva-cidreira”, lembra a atriz.
ATO 2 – O abraço do pai
O segundo ato trata da alienação parental a partir do reencontro da atriz com o pai, após dez anos sem contato. O desejo por um abraço torna-se símbolo da ausência paterna que atravessa milhões de histórias no Brasil, país com uma das maiores populações de mães solo do mundo.
O diálogo tenso entre pai e filha expõe silêncios, ausências e fraturas emocionais que permanecem abertas.
ATO 3 – Alameda Aurelino Leal, 11
No ato final, Ana Flavia narra a conquista de sua primeira casa própria, na praia de Algodões, na Bahia. Depois de viver em mais de 30 casas, a atriz constrói seu maior símbolo de conforto: uma casa à beira-mar, com janelas azuis, onde finalmente pode permanecer.
Aqui, o espetáculo celebra o direito à moradia digna e a beleza de sonhar uma vida possível.
Epílogo
Ao final, o público é convidado a compartilhar um café da manhã servido em cena, com itens da Le Jazz Boulangerie, transformando o teatro em espaço de partilha, afeto e comunhão.
Dados de contato
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Telefone
(11) 3350-6300
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