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Última modificação janeiro 20, 2026

Teatro-Baile encena a “Missa do Vaqueiro”

Grupo referência em cultura popular brasileira, investiga ritual criado em homenagem a Raimundo Jacó

Teatro-Baile conta "Missa do Vaqueiro". Foto: Débora Peccin

Informações

  • Data de inicio e término

    22/01/2026 até 01/02/2026

  • Dias da semana e horários

    De quinta a sábado, às 20h | Domingo, às 18h

  • Endereço

    R. Pangauá, 381 – Vila Ré

    Ver no mapa
  • Valores

    Entrada gratuita

Mais detalhes

Referência na pesquisa da cultura popular brasileira, a CTI – Teatro-Baile convida o público a acompanhar a abertura de processo de seu novo trabalho: “Teatro-Baile conta Missa do Vaqueiro – em processo”.

A montagem propõe um mergulho artístico na tradicional Missa do Vaqueiro, celebração criada em 1970 no sertão nordestino. A encenação ocupa novamente a sede histórica da companhia, na Vila Ré, zona leste de São Paulo.

A Missa do Vaqueiro surgiu como homenagem a Raimundo Jacó, vaqueiro assassinado na década de 1950 em Serrita (PE). Primo de Luiz Gonzaga, Jacó tornou-se símbolo de justiça e resistência sertaneja. Vinte anos após sua morte, o Padre João Câncio idealizou a celebração, convidando Gonzagão e outros artistas e poetas, como Pedro Bandeira e Janduhy Finizola, o que ampliou o alcance cultural do ritual.

Com o passar dos anos, a Missa do Vaqueiro consolidou-se como uma cerimônia que articula religiosidade, cultura popular e vida no campo, com liturgia própria e realização em diversas cidades do Nordeste, sempre no terceiro domingo de julho.

Mais do que narrar fatos históricos, a CTI propõe uma criação cênica a partir da experiência vivida em Serrita. Contemplado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro, o grupo realizou uma viagem de pesquisa à região, reunindo material humano, simbólico e sensorial que agora se transforma em jogo cênico.

Ainda em construção, o espetáculo compartilha com o público o processo criativo do grupo, mantendo uma de suas marcas: a diluição das fronteiras entre palco e plateia. O público é convidado a dançar, circular e partilhar comidas e bebidas típicas, como paçoca, kariri com mel e pinga com mel e limão.

A dramaturgia é coletiva, com todos os integrantes em cena. A música ao vivo reúne canções de Luiz Gonzaga e composições autorais inspiradas em ritmos nordestinos, executadas com sanfona, zabumba, triângulo, pandeiro, baixo e percussões diversas. A visualidade da encenação incorpora o uso de máscaras confeccionadas em papelão, que remetem a cabeças de boi, figura simbólica do imaginário sertanejo.

A entrada é gratuita. Os ingressos são retirados 1h antes do início da apresentação. Atenção: em caso de chuva, a sessão é cancelada.

  • Gratuito
  • Livre para todas as idades

Dados de contato