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Última modificação janeiro 14, 2026

Espetáculo de Gabriel Villela estreia no Sesc Consolação

Montagem de “Medea”, de Sêneca, traz três intérpretes para a personagem titular

O elenco de "Medea". Foto: João Caldas

Informações

  • Data de inicio e término

    29/01/2026 até 08/03/2026

  • Dias da semana e horários

    Quintas, sextas e sábados, às 20h | Domingos, às 18h

  • Endereço

    R. Dr. Vila Nova, 245 - Vila Buarque

    Ver no mapa
  • Valores

    R$70 (inteira) R$35 (meia entrada) e R$21 (credencial plena)

Mais detalhes

Ao atribuir a responsabilidade dos atos humanos aos próprios indivíduos, as tragédias do filósofo romano Séneca ficaram por séculos fora do palco, sob a ideia de que sua violência só poderia ser suportada na leitura.

“Medea”, na versão de Séneca, novo projeto do diretor Gabriel Villela, traz o desafio de colocar em cena a desmedida da fúria, da ira e da vingança. Até hoje, com raras montagens no Brasil, o espetáculo estreia no Sesc Consolação. 

Escrita cerca de quatro séculos depois da versão de Eurípides, a Medea de Séneca revisita o mito da mãe que mata os próprios filhos como vingança ao ser repudiada por Jasão, mas também apresenta outros debates como o etarismo.

A ruptura entre Medea e Jasão expõe a lógica social que descarta mulheres com o avançar da idade; um tema que ressoa nas falas da peça. Esta montagem apresenta três intérpretes para Medea: Rosana Stavis, Mariana Muniz e a participação especial de Walderez de Barros.

Na tragédia de Sêneca, Medea emerge como uma estrangeira, traída e politicamente silenciada, cuja revolta ecoa em questões femininas e na violência contra a natureza. A montagem desta Medea por Villela enfatiza essa dimensão: uma mulher que devolve ao mundo a fúria acumulada pelo desprezo de Jasão e a sentença de exílio proferida pelo rei Creonte.

Com cenografia de J. C. Serroni, a montagem cria um espaço duplo inspirado no circo-teatro mambembe e no palácio de Creonte. Os figurinos de Gabriel Villela são também um forte elemento cênico nesta montagem: cada um deles traz a sobreposição de peças ou tecidos com elementos extraídos da natureza da floresta do cerrado mineiro.

Os ingressos poderão ser adquiridos na Central de Relacionamento Digital do Sesc a partir das 17h de 20 de janeiro, e a partir das 17h no dia 21 de janeiro em qualquer unidade do Sesc.

  • Acessível para cadeirantes
  • $
  • Maiores de 16 anos

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