“Negra Arte Sacra” celebra 75 anos de resistência
Mostra faz reflexão sobre a religiosidade e a preservação da memória e identidade afro-brasileira

Informações
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Data de inicio e término
10 abr até 13 abr
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Dias da semana e horários
Confira os dias e horários na programação.
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Mais detalhes
A exposição “Negra Arte Sacra” celebra e reverencia os 75 anos de história e resistência do Axé Ilê Obá, uma das mais importantes casas de Candomblé e resistência à intolerância religiosa em São Paulo. Além de celebrar seu legado e homenagear a luta dos ancestrais do primeiro terreiro de Candomblé tombado no estado de São Paulo, a exposição convida o público a refletir sobre a importância da arte sacra afro-brasileira na construção da identidade cultural do país.
Em 1990, após um trabalho incansável de Mãe Sylvia de Oxalá, o Axé Ilê Obá foi reconhecido como patrimônio histórico pelo CONDEPHAAT, um feito que marcou a preservação da memória das casas de Candomblé e da cultura afro-brasileira na capital paulista. Hoje, trinta e cinco anos depois, a casa de Axé se mantém firme na luta pela resistência cultural e religiosa, fortalecendo seu compromisso social, político e religioso, como pilar de resistência e identidade para a comunidade negra, e para todos que buscam um espaço de reverência aos Orixás.
A exposição “Negra Arte Sacra” vai acontecer na casa do terreiro de candomblé Axé Ilê Obá, a partir do dia 10 de abril. A escolha do local é uma forma de reafirmar que a arte e a religiosidade se encontram, ressignificando a história de um Brasil marcado por violências e silenciamentos.
“Axé Ilê Obá vai além de um terreiro ou um espaço religioso, é um ponto de resistência, um lugar onde a história do povo negro se fortalece e se perpetua. Celebrar esses 75 anos é reafirmar nossa luta por liberdade e respeito”, destaca Mãe Paula de Yansã.
Ao longo de quatro dias, a exposição dará voz e visibilidade a artistas que, por meio de suas obras, dialogam com a arte sacra, e ao mesmo tempo com as lutas de resistência negra. Esses artistas não apenas reinterpretam os símbolos religiosos, mas os carregam de novos significados, reverenciando a cultura afro-brasileira e criando um elo direto com a história das religiões de matriz africana no país.
Programação
- 10/04 – Vernissage (abertura da exposição a partir das 19h), mensagens de agradecimento e abertura oficial pela Yalorixá Mãe Paula de Yansã. Apresentação de vídeo-performance de Rosana Paulino.
- 11/04 – Portas abertas do terreiro, das 10h às 21h.
19h – Mesa de debate com os acadêmicos: Joaquin Terrones – MIT, Patrícia Santos Teixeira – UNIFESP e Renata Melo Barbosa – UNB. - 12/04 – Portas abertas do terreiro, das 10h às 21h.
- 19h/04 – Mesa de debate com artistas: Damaze Lima – Artista plástica, Marcelo d’Salete – Quadrinista e professor, Monica Ventura – artista plástica e Sheila Ayo – artista plástica.
- 13/04 – Portas abertas do terreiro.
15h – Concentração para o cortejo de maracatu com o grupo Caracaxá.
Dados de contato
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Telefone
(11) 5588-2437
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