“Cinéticas” traz o cinema feito por mulheres latinas

Série inédita no Curta! e no CurtaOn investiga o protagonismo feminino no cinema latino-americano.

Cinéticas A cinesta Everlane Moraes é personagem do primeiro episódio de "Cinéticas" (crédito: divulgação/Curta!)

Informações

  • Data de inicio e término

    12 mar até 14 maio

  • Dias da semana e horários

    Quartas, às às 21h30

Mais detalhes

O audiovisual, como tantas outras manifestações artísticas, é uma ferramenta capaz de transformar realidades e expressar identidades. No cenário latino-americano, a contribuição feminina se destaca como elemento essencial na construção dessa linguagem, ampliando a diversidade de histórias e perspectivas no cinema. A série documental “Cinéticas” percorre a geografia intensa dessa região para desvendar o cinema feito por mulheres.

Com um episódio semanal, estreia no Curta! no dia 12 de março, às 21h30, e será disponibilizado no CurtaOn no dia seguinte. A obra é uma celebração da resistência e do poder feminino no cinema, um convite a conhecer mulheres que transformam realidades através de suas lentes.

Em nove episódios de 26 minutos dirigidos por cineastas brasileiras, a série mergulha no universo criativo de realizadoras latino-americanas que transformam suas vivências em arte por meio de seus olhares autorais e singulares. Cada um deles traz um encontro pulsante entre duas cineastas: uma diretora brasileira conduz a narrativa e desvenda o processo criativo de uma artista.

A produção é um retrato vivo da criação cinematográfica, onde arte, território e identidade se encontram em constante movimento. O décimo e especial episódio traz uma reflexão sobre o papel da mulher no cinema.

“Cinéticas” é uma produção da Alumia Filmes e foi viabilizada pelo Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). A direção é compartilhada por Carolina Margoni e outras cineastas: Tuca Siqueira investiga a poética de Dominga Sotomayor em Santiago do Chile; Dea Ferraz desvela a força de Lucía Garibaldi no Uruguai; Tila Chitunda traça um retrato íntimo de Everlane Moraes na Bahia; Renata Felisatti explora a criatividade de Carolina Markowicz em São Paulo; Barbara Cunha aproxima-se do olhar de Glenda Nicácio no Rio de Janeiro; Cecília da Fonte revela a inventividade de Jorane Castro em Belém do Pará; Mariana Porto investiga Graci Guarani em Pernambuco; Cynthia Falcão revisita a obra de Renata Pinheiro também em Pernambuco; e Caroline Margoni, idealizadora do projeto, mergulha no universo de Inés Barrionuevo na Argentina

A estreia no Curta! será sempre no dia temático “Quartas de Cenas e Cinema”. No dia seguinte, o episódio poderá ser visto no CurtaOn – Clube de Documentários, disponível no Prime Video Channels, da Amazon, na Claro tv+ e no site oficial (CurtaOn.com.br).

Confira a sinopse dos episódios:

  • 12 de março

Everlane Moraes – Diásporas e Narrativas Negras

A cineasta Tila Chitunda investiga o trabalho de Everlane Moraes, uma das principais vozes do cinema contemporâneo. Nascida em Cachoeira (BA) e criada em Aracaju (SE), Everlane é reconhecida por suas obras sobre a diáspora negra. Com prêmios em Sundance e Rotterdam, ela aborda questões socioculturais e espirituais, conectando raízes, memória e resistência.

  • 19 de março

Renata Pinheiro – Pelas Ruas do Recife

A diretora Cynthia Falcão investiga o cinema de Renata Pinheiro, uma das cineastas mais premiadas de Pernambuco. Conhecida por filmes como “Superbarroco” e “Carro Rei”, Renata explora artes visuais e a construção de espaços não convencionais. Cynthia, também figura importante no audiovisual pernambucano, analisa as escolhas estéticas e o impacto das obras de Renata no cinema nacional.

  • 26 de março

Graci Guarani – Identidades e Narrativas indígenas

A cineasta Mariana Porto mergulha no universo de Graci Guarani, pioneira indígena no audiovisual. Nascida na aldeia Jaguapiru (MS) e residente na Terra Indígena Pankararu (PE), Graci aborda ancestralidade e resistência em filmes como “Meu Sangue é Vermelho” e “Opará”. Mariana explora sua trajetória, influências culturais e o impacto de suas produções na visibilidade dos povos originários.

  • 2 de abril

Inés Barrionuevo – Subversão e Sensibilidade no Cinema Argentino

Caroline Margoni explora o cinema de Inés Barrionuevo, cineasta argentina que aborda feminilidade, sexualidade e relações familiares. Com filmes como “Atlántida”, Inés cria narrativas sutis sobre perdas, maternidade e desigualdade de gênero, transformando questões sociais em arte poética e desafiando convenções, inspirando reflexões sobre a condição da mulher na Argentina.

  • 9 de abril

Glenda Nicácio – Educação e Resistência no Recôncavo Baiano

Bárbara Cunha investiga o cinema de Glenda Nicácio, diretora mineira radicada na Bahia e cofundadora da Rosza Filmes. Com filmes como “Café com Canela”, “A Ilha” e “Até o Fim”, Glenda ressignifica o território e identidade baiana. Premiada em festivais como Brasília e Tiradentes, Bárbara analisa a abordagem colaborativa de Glenda e seu impacto na amplificação de narrativas negras e periféricas.

  • 16 de abril

Dominga Sotomayor – Imagens que transformam o cotidiano

Tuca Siqueira investiga a cinematografia de Dominga Sotomayor, cineasta chilena que explora relações humanas com imagens poéticas. Com “De Jueves” a “Domingo e Tarde Para Morir Joven”, Dominga cria narrativas intimistas e celebra o tempo e o espaço. Tuca analisa sua influência no cinema latino-americano e sua contribuição como co-fundadora de importantes iniciativas culturais.

  • 23 de abril

Carolina Markowicz – Riscos e Reconhecimentos

Renata Felisatti investiga o cinema de Carolina Markowicz, roteirista e diretora paulista, que transforma temas densos em narrativas inovadoras. Com filmes como “Carvão e Pedágio”, pré-selecionado ao Oscar 2024, Carolina se destaca no cinema brasileiro, explorando questões socioculturais com originalidade. Renata revela a ousadia estética e a marca de Carolina como uma realizadora destemida.

  • 30 de abril

Lucía Garibaldi – Libertação e Ambiguidade nas Relações de Gênero

Dea Ferraz analisa a obra de Lucía Garibaldi, cineasta uruguaia que aborda o coming of age e a libertação feminina, com foco em protagonistas fortes. Em “Los Tiburones”, Garibaldi desafia normas cinematográficas, criando um cinema intimista e colaborativo, onde o “não dito” e a subjetividade são centrais.

  • 7 de maio

Jorane Castro – A Amazônia como Protagonista no Cinema

Cecília da Fonte investiga o cinema de Jorane Castro, roteirista, diretora e fotógrafa paraense. Com uma filmografia diversa, Jorane destaca a riqueza cultural da Amazônia, colocando a região no centro de suas narrativas. Neste episódio, Cecília explora a visão de Jorane sobre a relação entre território, cultura e identidade, mostrando como o cinema amplifica as vozes da floresta.

  • 14 de maio

Nove Cinéticas da América Latina

Os universos criativos de nove cineastas latino-americanas: Graci Guarani, Lucía Garibaldi, Inés Barrionuevo, Carolina Markowicz, Glenda Nicácio, Dominga Sotomayor, Renata Pinheiro, Everlane Moraes e Jorane Castro. A partir de episódios anteriores, refletimos sobre o papel da mulher no cinema, suas relações com personagens e os desafios de fazer cinema em um cenário de diversidade e resistência.

  • Acessível para cadeirantes

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