Espetáculo “Ânima” estreia no Teatro B32

Peça, narrada por uma tecelã, fala sobre mulheres que mudaram o curso da História da humanidade

ÂNIMA Foto: Flávia Canavarra

Informações

  • Data de inicio e término

    12 abr até 21 jun

  • Dias da semana e horários

    Sexta e sábado, às 20h | Domingo, às 18h

  • Endereço

    Avenida Brigadeiro Faria Lima, 3.732 - Itaim Bibi

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  • Valores

    de R$ 50,00 a R$ 170,00

Mais detalhes

“Desde sempre e para sempre toda mulher tem parentesco com a primeira estrela brilhante que levou luz ao azul profundo do céu”. Essa citação, da filósofa argentina Delia Steinberg Guzmán (1943-2023), foi a inspiração para Lúcia Helena Galvão elaborar sua sua terceira obra para teatro, “Ânima”.

A peça foi criada pela autora para ser interpretada por Beth Zalcman, repetindo a parceria de sucesso iniciada com “Helena Blavatsky, a voz do silêncio” (2019). O espetáculo, que se passa no último dia de vida dessa filósofa, de origem ucraniana, foi visto por cerca de 70 mil pessoas e rendeu à artista o Prêmio Cenym de Melhor Atriz, em 2023.

Quem também continua na parceria com a autora e a atriz é Luiz Antônio Rocha, que assina a encenação de “Helena Blavatsky”. Aliás, a própria personagem-título da peça volta à cena em “Ânima”.

O texto fala sobre a coragem, a luta e os ideais de seis mulheres – místicas, pensadoras e heroínas -, que viveram em diferentes períodos: Joana d’Arc, Simone Weil, Helena Blavatsky, Harriet Tubman, Marguerite Porete e Hipátia de Alexandria. No palco, quem ‘costura’ essas histórias é uma tecelã, destacando o legado que cada uma delas deixou para a humanidade.

“Quando Lúcia me entregou o texto de ‘Ânima’, ela me disse: ‘nele estão seis mulheres que marcaram a minha vida’. Fiquei curiosa, emocionada, ansiosa e, na primeira leitura, compreendi que eu viveria uma experiência profunda e bela. Mulheres distintas, vindas de tempos e espaços distantes, mas conectadas pelo desejo de fazer a vida valer a pena para todos. Para descobri-las tive que, mais uma vez, mergulhar no meu silêncio, como aprendi com Blavatsky”, diz Beth Zalcman.

As referências a acontecimentos do passado se contrapõem ao presente e ao futuro, que são representados pelo uso da tecnologia, com a presença da atriz e de um drone em cena.

A sinergia entre texto, encenação e atuação proporciona ao público uma experiência que transcende o ordinário e o transporta para um instante inesquecível.

“A coragem e a resistência à adversidade são características inerentes a muitas mulheres, especialmente quando o amor e a compaixão estão em jogo. Este é um belo ‘arsenal’ de habilidades femininas. Embora não pretendamos esgotar todo o potencial feminino com essa breve reflexão, queremos destacar o poder transformador que as mulheres trazem consigo. Elas preenchem muitos dos ‘vazios’ que tanto afligem a humanidade, e é fundamental reconhecer e valorizar suas contribuições”, afirma Lucia Helena Galvão.

A primeira personagem é a corajosa e autêntica filósofa francesa Simone Weil, que viveu no século 19, com uma capacidade ímpar de ver simbolicamente a vida e aprofundar-se em seus segredos mais íntimos. Depois, é a vez da inesquecível heroína e Joana d’Arc, que no século 14 foi condenada à morte pela igreja católica, queimada em uma fogueira, e canonizada em 1920, pela mesma igreja.

A peça continua com a escritora Helena Blavatsky, que viveu no século 19 e influenciou grandes pensadores do século 20, admirada e criticada por sua irreverência e determinação. Quem também entra em cena é a brilhante Harriet Tubman, mulher escravizada no século 18, que, depois de fugir, libertou muitos outros companheiros da escravidão, tornando-se símbolo da luta contra o trabalho escravo nos Estados Unidos.

Marguerite Porete é a próxima a ser retratada. A grande pensadora e mística do século 13 deixou para a humanidade a reconhecida obra “Espelho das Almas Simples”, um dos motivos que a levaram a ser perseguida pela Inquisição, posteriormente condenada à morte na fogueira.

Quem encerra essa jornada é Hipátia de Alexandria, uma incansável investigadora do século 4, conhecida como a primeira matemática documentada na história, que foi que foi vítima do fanatismo de seu tempo.

“‘Ânima’ é uma peça que fala da alma feminina. Beth é uma atriz extraordinária, que responde às propostas com muita rapidez. O texto da Lúcia vem imbuído de provocações e possibilidades. Me sinto um diretor de alma feminina, trabalhando com duas supermulheres, festejando minha terceira parceria com Beth e Lúcia”, conta o diretor Luiz Antônio Rocha.

Após três temporadas de sucesso no Rio de Janeiro, apresentação em Goiás e passagem por Belo Horizonte, todas em 2024, “Ânima” estreia a temporada de 2025 em São Paulo. O espetáculo ilumina o palco com reflexões profundas e ressonâncias emocionais.

Sinopse

“Ânima” fala sobre mulheres que mudaram o curso da história da humanidade. É narrada por uma tecelã, que entrelaça os fios da vida em busca de sua ancestralidade feminina, dando voz a mulheres idealistas e pensadoras, cujas experiências ecoam através dos séculos.

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